Globo prepara overdose de Walcyr Carrasco

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O autor de novelas e jornalista Walcyr Rodrigues Carrasco vai ser alvo de superexposição em algumas semanas, isso porque duas de suas obras passam a duelar para substituir a mais recente reprise de “O Rei do Gado” (1996), no canal pago Globo Play Novelas. 

Em uma cartada de previsibilidade, a emissora que mais satura o principal ativo de entretenimento do canal fluminense colocou as opções “O Cravo e a Rosa” (2000) e “Chocolate Com Pimenta” (2003), ambas produzidas para a faixa das seis.

Duas obras reprisadas recentemente

Os dois títulos foram exibidos nesta década dentro da faixa “Edição Especial”, criada justamente em 2021 com a obra estrelada por Adriana Esteves, para neutralizar os efeitos de longuíssimo prazo, causados por “A Hora da Venenosa” na audiência vespertina.

A obra liderada por Mariana Ximenes ocupou a mesma faixa pós “Jornal Hoje” tempos depois, também com bons números. Atualmente, a empresa dos Marinho não sabe o que fazer com aquele que já foi um canal de referência para a memória afetiva do público.

Overdose de Walcyr Carrasco

Atualmente, o novelista já pode ser visto na faixa das nove com “Quem Ama Cuida” e na reprise de “Amor A Vida” (2013), no mesmo canal que vai promover uma batalha de obras do dramaturgo.

Além disso, suas obras são recorrentemente especuladas para ocupar outra vez o espaço da novela que acompanha aquele café depois do almoço. O novelista é quem melhor entende o público de todas as faixas, mas essa superutilização pode fazer com que o público se canse, ainda que de maneira indireta.

VIVA precisa voltar

O Canal VIVA foi brutalmente assassinado, há pouco mais de um ano. A decisão editorial foi tomada exclusivamente para promover o streaming da líder de audiência. Em seu período final, inclusive, era uma emissora sem identidade e completamente bagunçada.

A marca precisa voltar, mas não vai. Quem toma as decisões do Grupo Globo, principalmente ligadas à marcas não parece estar conectado com a história da empresa.

Vai muito além de ter matado o VIVA. A renovação visual empregada ao SporTV é, acima de tudo, sintomática. Sobre esse assunto, quem falou isso recentemente foi o jornalista Allan Simon, durante a “Live da Mídia”, em companhia de Alessandro Oliveira.

Por que o SporTV entrou na conversa?

Nos últimos anos, as decisões do Grupo Globo tem sido minimamente questionáveis, em especial quando o assunto é sua rede de canais pagos. A única movimentação que pode ser considerada positiva é a alteração de modelo do Combate, que passou a ser um canal pago como outro qualquer. Inclusive, os detalhes dessa história podem ser vistos ao clicar aqui

Os movimentos da líder com canais como Globo News, VIVA, Multishow, GNT e SporTV são questionáveis e de gosto duvidoso. Sim, essa “cafonização” engloba quase todos os canais do ecossistema pago. E precisa ser tema de uma análise muito mais profunda, um texto de pouco mais de quinhentas palavras não vai fazer esse diagnóstico completo, tampouco resolver os problemas.

Fica aqui o registro: Na concepção desse analista de mídia, a empresa parece perdida e não está em linha com suas verdadeiras necessidades. Muitas vezes, isso pode acontecer por falta de conhecimento histórico, tanto em televisão aberta, quanto no ecossistema do Pay TV


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