Disputa brasileira na categoria rainha

|

|

A próxima temporada da categoria rainha vai começar com um ingrediente a mais, isso porque depois de onze anos o Brasil volta a ter dois representantes no grid da Fórmula Um. Mas, isso por si só não configura o que costumamos chamar de “rivalidade nacional”.

O pachequismo pode deixar quem acompanha esportes de longe com uma venda nos olhos e pensar, apenas, como um Bortoleto x Câmara. Mas, é muito além disso.

Desenvolvimento de carros e equipe contam

É preciso levar em consideração uma série de fatores. O desenvolvimento dos carros e a capacidade competitiva das equipes, por exemplo. Não se pode tomar como verdade absoluta que Haas e Audi vão brigar na parte da frente do pelotão, contra Mercedes, Ferrari, Red Bull e McLaren, que hoje compõem o grupo das quatro primeiras equipes no Mundial de Construtores.

A grande disputa das duas equipes que contam com brasileiros é, na verdade, no fundo do pelotão. Ou, numa leitura mais positiva, “ser o melhor entre os humanos”.

Ao todo, são onze times na disputa, cada um com dois pilotos. 22 carros. E uma hierarquia, que não deve ser mexida pelos próximos anos. A não ser que alguém da parte de baixo do grid tenha uma temporada de Andrea Kimi Antonelli, o que não parece ser natural, ainda mais nos carros da metade para trás do grid.

Bortoleto x Câmara NÃO EXISTE

Essa briga, em algum momento vai acontecer. Mas, primeiro ambos precisam superar seus companheiros de equipe. E aí sim, ao vencer o jogo interno, ambos podem olhar para os demais times e pensar, por exemplo, em disputas com Alpine, Williams, AUDI (e Haas), respectivamente.

A mídia brasileira, dona dos direitos de transmissão da categoria, terá um papel fundamental. A Globo e o SporTV precisarão, com toda a paciência do mundo, explicar o que acontecerá na próxima temporada. O momento é de consolidação de pilotos brasileiros, que via de regra representam apenas a eles mesmos.

Sim, é uma evolução para o esporte nacional. Quanto mais nomes estiverem em evidência, nas diferentes modalidades, melhor, para que o país saia de uma monocultura. Bortoleto e Câmara, entretanto, vão para o colchete para defender seus respectivos times e não uma nação. Torce e vibra quem é apaixonado por esporte, mas precisamos aprender a separar as coisas.


Publicado

em

por

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *