O ano novo nem chegou e já causa uma briga nos bastidores. Com uma década de administração do empresário e líder religioso Edir Macedo Bezerra, a Rede Record diz que é a representante brasileira na junção de emissoras que vão receber o novo século junto com a BBC, empresa de mídia estatal britânica.
A Band, por sua vez, está anunciando em sua programação que vai participar do programa especial “Millennium Day Broadcast”. A atração promete imagens da recepção do novo século em diferentes partes do mundo. Assim, quem quer que exiba, terá imagens do réveillon no mundo todo. Onde houver uma comemoração, esse sinal vai trazer.
Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão
O problema nesse caso é que a Rede Record se protege, ao dizer que assinou um contrato de exclusividade para a transmissão com o pessoal da BBC e da PBS, emissoras que coordenam o evento.
Pelos lados do Morumbi, a rede dos Saad afirma que já está preparando material para exibir no “pool” de emissoras, enquanto a direção da Record garante já estar incluída entre os participantes do “pool” como o único representante do Brasil.
O século novo vai chegar e a briga não termina
O movimento de disputa entre terceira e quarta colocadas é intenso e ainda está longe do fim. As duas emissoras travam uma briga grande para garantir ao público o melhor produto para a chegada do novo século.
Inclusive, há quem tema nesses últimos meses do ano uma enorme revolução das máquinas. Os sistemas, de acordo com essa teoria, não estariam preparadas para a chegada do ano 2000.
Mas, qual é o pacote do evento?
Quem vencer essa contenda entre desafiantes de mercado terá a oportunidade de exibir, entre outras coisas, os shows de Michael Jackson na Austrália e, depois, em Los Angeles, além da festa em Hong Kong, Paris, Nova York, Berlim, Londres e muitos outros locais.
Vale a pena?
>> Com informações do jornalista Francisco Martins da Costa, editor da TV Folha, em 29 de outubro de 1999, uma sexta-feira


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