“High School Musical 3” completa 18 anos e emociona fãs

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A franquia “High School Musical” (2006 – 2008) celebra dezoito anos de seu último filme, lançado em 24 de outubro e fecha uma trinca histórica, que marcou gerações de crianças e jovens. O enredo liderado por Zac Efron é o primeiro grande investimento dos anos 2000 em um filme jovem e musical.

O último filme da trilogia foi lançado no cinema, enquanto que seus dois antecessores estrearam direto na televisão, por meio do Disney Channel (2001 – 2023), que no Brasil foi encerrado recentemente e deixou uma enorme lacuna para os fãs da marca e de suas produções, especialmente dessa faixa.

Quinze anos da estreia na televisão aberta

O filme da Disney estreou em dezembro de 2011 na televisão aberta. A produção foi ao ar na Globo, líder de audiência no serviço gratuito, em uma tarde de domingo. Mais precisamente em “Temperatura Máxima”, quando a sessão era reconhecidamente escolhida para promover a primeira exibição de comédias e dramas leves, como é o caso.

A exibição começou às 15h10, logo depois do “Esquenta!”, de Regina Casé. Os dados prévios de audiência divulgados na época apontaram 8,9 pontos de média para a Globo, contra 8,6 da Record e 6,8 do SBT. O resultado deixou a emissora próxima da concorrente naquele domingo, apesar da expectativa em torno do musical.

Qual é a história do filme?

O ano letivo está acabando e todos precisarão se separar. O time de basquete foi campeão pela última vez. Mas apesar de ser um ano cheio de apreensões com a escolha pela universidade, todos os alunos do East High decidem fazer um musical de primavera para se despedir em alto estilo. Na peça, Sharpay Evans (Ashley Tisdale), Ryan Evans (Lucas Grabeel), Chad Danforth (Corbin Bleu), Taylor McKessie (Monique Coleman), Troy e Gabriella se unem para relembrar experiências e dividir os medos do futuro.

Enquanto Sharpey dá de cara com uma falsa amiga que promete substituí-la nos próximos anos, como se já não bastasse o clima de despedidas, Gabriella passa em um programa especial da faculdade, o que antecipa seus planos. Achando que seria mais difícil ter que se despedir, ela desiste de apresentar o musical. Sentindo saudades da namorada e querendo dar a ela a chance de se despedir de todos os seus amigos, Troy vai atrás dela e a convence a fazer parte de uma última apresentação.

A sequência final leva a audiência às lágrimas
A sequência final leva a audiência às lágrimas

O filme inteiro conversa com o emocional dos Wildcats espalhados pelo planeta. A formatura, que representa o encerramento de um ciclo, continua arrancando lágrimas de quem acompanhou a trajetória dos personagens e cresceu ao lado deles, mesmo que tenha conhecido a franquia algum tempo depois de sua estreia.

A sequência final, com os personagens reunidos para celebrar tudo o que viveram e cantar “High School Musical”, é um encerramento mais que perfeito. E, como este não é um texto qualquer, posso dizer: eu, Gustavo Henrique Dill, sempre choro quando vejo essa parte, especialmente a despedida dos Wildcats.

Pronto, podem me julgar. Vivi uma espécie de “infância tardia” com as produções da Disney, porque só passei a ter televisão por assinatura com o sinal do Disney Channel no segundo semestre de 2010. Quando muitos dos fãs já acompanhavam a marca havia anos, eu estava apenas começando a descobrir aquele universo.

O jovem Gustavo, aos 14 anos, ficou fascinado pelo maravilhoso mundo da Disney. A vinheta que anunciava o retorno da programação do canal, com sua identidade visual e suas músicas, ficou guardada na memória. A sessão diária exibida às 20h era parte desse universo que eu estava descobrindo, e foi justamente essa porta de entrada que me aproximou de tantas produções da marca.

De certa forma, “High School Musical 3” fala sobre crescer e perceber que algumas coisas precisam ficar para trás, mesmo quando continuam sendo importantes para quem fomos. Talvez seja por isso que a despedida dos alunos do East High permaneça tão emocionante. Não é apenas o fim de um ano escolar, nem somente o encerramento de uma trilogia: é a lembrança de uma fase da vida que cada espectador guarda à sua maneira.

Dezoito anos depois, os Wildcats continuam reunindo fãs em torno de suas canções e de suas histórias. Para alguns, é a memória da adolescência. Para outros, como eu, é também a lembrança de uma descoberta tardia, mas não menos especial, de um mundo que ajudou a construir minha relação com a televisão.


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