Lula é reeleito em virada histórica contra Flávio Bolsonaro

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O incumbente Luiz Inácio Lula da Silva (PT- SP) foi reeleito presidente da República neste domingo (25), ao derrotar Flávio Nantes Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das Eleições 2026. Com 51,79% dos válidos válidos, contra  48,21% dos votos válidos, o petista protagoniza uma virada inédita desde a redemocratização: terminou o primeiro turno atrás do adversário e venceu o segundo turno.

A disputa foi das mais aguerridas, com trocas de liderança durante a apuração. O cenário também foi marcado por uma decisão do ministro Cristiano Zanin Martins, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas, após dificuldades relatadas na circulação do transporte público.

Os detalhes dessa prorrogação podem ser lidos ao clicar aqui

Virada acontece pela primeira vez na história

Desde a redemocratização, o candidato que venceu o primeiro turno e chegou à segunda etapa da disputa presidencial também confirmou a vitória no segundo turno. Em 2026, o cenário foi diferente: Flávio Bolsonaro terminou a primeira rodada à frente, mas Lula conseguiu reverter a desvantagem e conquistar a Presidência.

O primeiro presidente eleito pelo voto direto após a ditadura militar foi Fernando Collor de Mello, em 1989, pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Depois dele, foram eleitos Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998), Luiz Inácio Lula da Silva (2002, 2006, 2022 e 2026), Dilma Rousseff (2010 e 2014) e Jair Bolsonaro (2018).

No meio desse percurso, o país atravessou os processos de impeachment de Collor, em 1992, e de Rousseff, em 2016. Em seus lugares, assumiram os vice-presidentes Itamar Franco, que permaneceu na Presidência até janeiro de 1995, e Michel Temer, que governou até o fim de 2018.

Entre 2016 e janeiro de 2023, o Brasil foi governado por Michel Temer e Jair Bolsonaro, em administrações vinculadas a partidos e coalizões diferentes, com apoio de setores do centro, da centro-direita e da direita. O período, de quase sete anos, foi encerrado com a posse de Lula em janeiro de 2023.

Abstenção recua, mas não explica sozinha o resultado

A participação dos eleitores aumentou no segundo turno. A abstenção, que havia alcançado 21,08% no primeiro turno, ficou em 19,22% na votação deste domingo, segundo os dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A redução mostra que uma parcela maior do eleitorado compareceu às urnas na decisão final. O dado ajuda a compreender o cenário eleitoral, mas não permite afirmar, isoladamente, que a queda da abstenção determinou a vitória de Lula. A distribuição dos votos e a capacidade dos candidatos de conquistar eleitores que haviam escolhido outras opções no primeiro turno também precisam ser consideradas.

Placar final da votação

A totalização oficial do TSE confirma a vitória de Lula com votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro encerrou a disputa com votos, ou 48,21% dos válidos. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos, apontam dados consolidados.

O resultado amplia a vantagem do petista em relação à eleição de 2022, quando derrotou Jair Messias Bolsonaro por aproximadamente 2,14 milhões de votos. Desta vez, Lula conseguiu reverter a desvantagem do primeiro turno e conquistar seu quarto mandato presidencial.

A eleição de 2026 entra para a história não apenas pela quarta vitória presidencial de Lula, mas também pela inversão inédita de uma liderança construída no primeiro turno. O resultado encerra uma campanha marcada pela polarização entre o atual presidente e o filho de seu antecessor.

>> Com informações de Seu Imposto, CNN Brasil e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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