O fim de semana de 17 e 18 de outubro foi marcado por mobilizações políticas nas redes sociais envolvendo artistas, influenciadores e outras figuras públicas. Um dos destaques foi a hashtag “Gostosos com Lula”, tendência que mistura manifestação de apoio ao candidato do PT, fotografias sem camisa e a lógica de engajamento das plataformas digitais.
Entre os nomes associados à movimentação nas redes estão Daniel Rangel, Paulo Mendes, Rodrigo Simas, Vinicius Teixeira, Rodrigo Lélis, Pedro Alves, João Guilherme Ávilla, Lucas Leto, Nickolas Antunes, Samuel de Assis e Rômulo Estrela. As publicações combinam imagens pessoais e manifestações políticas, embora seja importante distinguir a participação na tendência de uma declaração explícita de voto ou de apoio formal à campanha.
A manifestação nem sempre aparece na forma de um pedido direto de voto. Em algumas publicações, as personalidades expõem suas preferências políticas e apresentam justificativas para suas posições. A repercussão também levou internautas a convidar outros famosos a participarem da tendência, que ganhou espaço pela combinação de política, humor e apelo visual.
A mobilização começou na Paulista
No domingo anterior, 11 de outubro, um ato de apoiadores de Lula reuniu participantes na Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente após a circulação de imagens de Israel Augusto Gomes dos Santos, que apareceu sem camisa e com o rosto coberto por um tecido vermelho.
O participante passou a ser chamado de “Gostoso da Paulista” nas redes. A repercussão do episódio contribuiu para a circulação da hashtag #GostososComLula, que passou a identificar publicações de apoio político associadas a fotografias e comentários bem-humorados.
Outra campanha entrou em cena
No sábado, 17 de outubro, outra mobilização ganhou força nas redes sociais. Organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), a campanha “O verde e amarelo é nosso” convocou apoiadores a publicar fotos usando a camisa da Seleção Brasileira ou roupas nas cores nacionais, frequentemente acompanhadas do gesto da letra L com as mãos.
A iniciativa procura disputar o significado político das cores da bandeira e da camisa da Seleção, símbolos que ganharam forte associação com manifestações da direita brasileira nos últimos anos. Entre os nomes citados na mobilização estão Sérgio Marone, Klebber Toledo, Cirillo Luna, Pedro Novaes, Sacha Bali, Nicola Siri, Guilherme Winter e Henrique Barreira.
As duas tendências mostram maneiras diferentes de expressar apoio à candidatura de Lula: uma recorre ao apelo visual e ao humor para circular nas redes; a outra procura recuperar símbolos nacionais para a comunicação política. A repercussão de ambas demonstra mobilização digital, mas não permite, isoladamente, medir o efeito das iniciativas sobre a intenção de voto.
E os apoios a Flávio Bolsonaro?
A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) também recebeu manifestações públicas de personalidades conhecidas. Neymar declarou apoio ao senador, e MC Mirella também se posicionou a favor de sua candidatura. O campo político do candidato ainda tem buscado ampliar a presença de artistas e influenciadores na campanha.
O próprio Flávio Bolsonaro convocou artistas identificados com a direita a se posicionarem publicamente na reta final do segundo turno. A movimentação reforça que o debate eleitoral também passa pelas redes sociais e pelo envolvimento de personalidades com grande visibilidade pública.
A poucos dias da votação, marcada para 25 de outubro, os dois campos procuram mobilizar apoiadores e ampliar a circulação de suas mensagens. Entre tendências virais, declarações de voto e campanhas digitais, os famosos tornaram-se mais um elemento da disputa pública nas redes.


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