Adriana Araújo domina noite do debate

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A âncora Adriana de Fátima Araújo está entre os principais nomes da televisão aberta brasileira, com uma vitrine nacional desde que era âncora do “Jornal Da Record” (2006 – 2009 e 2013 – 2020), ela se consolida cada vez mais como um nome relevante do cenário nacional no jornalismo de televisão. 

O movimento de ida para a Band reforça esse protagonismo, ela passou a ancorar o principal telejornal da emissora sediada no Morumbi. A sua desenvoltura, bem como os posicionamentos saltam aos olhos e a colocam em um lugar ainda maior.

Cereja do bolo

Em meio a um não-debate, ela se mostrou absurdamente segura. Engoliu seu parceiro de bancada. Araújo controlou os ânimos, tanto dos candidatos quanto da plateia, que mais parecia estar em uma atração como o famigerado “Casos de Família”. A apresentadora interpelou os debatedores sempre que necessário, para orientar sobre o fim dos tempos de fala, ou reestabelecer a ordem. Enquanto isso, o colega de bancada parecia perdido e completamente alheio, robotizado e perdido, uma vez que o roteiro original havia sido desfeito com base no que os candidatos apresentavam. A plateia foi um show de horrores a parte, parecendo mesmo que eles estavam num daqueles formatos baseados em barraco dos anos 1990. Um descalabro.

A atuação foi decisiva para que a atração não se transformasse em um telecash, ou um daqueles programas de barraco comuns na televisão brasileira em décadas passadas. Assim, uma noite que era de celebração da democracia se transforma em ode a uma profissional completa, que representa equilíbrio, pulso firme e contundência.

Quem venceu o debate?

Entre os candidatos, ninguém. Mas, a única figura que sai maior do que entrou é justamente a jornalista mineira, que inclusive já pode ser promovida para o horário nobre da Band News FM, que precisa de alguma revigorada há tempos.

Aqui, cabe uma explicação: A apresentadora aparece nos quadros da emissora, mas lidera um horário secundário na programação. O movimento sugerido pelo NTVB é que ela assuma a liderança do “Jornal Band News FM I”, espaço que hoje é ocupado por Luiz Guilherme Barbosa Megale, ao lado de Scheila Magalhães e Carla Bigatto.

A passagem de Adriana pelo Morumbi é um momento de rara felicidade. Poderia ser ainda maior, caso seu parceiro de bancada em televisão fosse Ricardo Eugênio Boechat (1952 – 2019), que saiu de cena cedo demais, veríamos com maior potencialidade essa gigante do jornalismo brasileiro.

Band liderou

Contrariando as perspectivas feitas nesse espaço, o primeiro encontro entre Flávio Nantes Bolsonaro (PL – RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT – SP), conseguiu rivalizar com o “Fantástico” (TV Globo) e se manteve em primeiro lugar por boa parte da exibição.

Em uma projeção mais realista, a briga do canal seria com “Domingo Espetacular” (RECORD) e “Programa Silvio Santos (SBT).

A atração especial teve, segundo dados preliminares de audiência, 13,39 pontos de média, entre 21h03 e 22h11, maior índice da casa em pouco mais de quatro anos. O evento teve a melhor performance de audiência desde o Mundial de Clubes 2022, que contou com a presença da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP), mas não superou os números do futebol.

>> Com informações sobre audiência do site TV Pop, criado pelo jornalista Gabriel de Oliveira.


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