O esporte a motor voltou para a maior emissora do país, com isso o desempenho da categoria rainha foi incrementado na principal praça do país. A atual temporada da Fórmula Um, com narração de Everaldo Marques de Araújo, aparece com 8,00 pontos de média na Grande São Paulo.
A volta para o canal mais visto da televisão brasileira fez bem ao campeonato de monopostos. Mesmo sem todas as provas exibidas em rede aberta, até aqui a atração tem 238,98% mais audiência do que em seu último ano na Band, onde o contrato era de cinco temporadas.
E o esporte favorito do brasileiro é…
A boa performance da competição não quer dizer que de um ano para o outro o público médio de televisão aberta simplesmente redescobriu o evento. Na prática, o esporte favorito do brasileiro é assistir à programação da Globo. Seja ela qual for, inclusive essa osmose ajuda a explicar os números da “Sessão da Tarde”.
Em seu derradeiro ano no Morumbi, o mundial de monopostos teve apenas 2,36 pontos de média geral, com toda a temporada exibida no sinal gratuito. A emissora repatriou a Fórmula Indy para cobrir o espaço na grade, mas não dedica as mesmas horas de cobertura e mostra apenas algumas provas de maneira gratuita.
Interesse pode aumentar no próximo ano
Se tudo der certo, o Grupo Globo pode contar com a sorte. A partir do próximo ano o número de brasileiros no grid da categoria pode dobrar. Em sua segunda temporada completa, temos Gabriel Lourenzo Bortoleto Oliveira correndo pela AUDI e quase tudo certo para que Rafael Chaves Câmara surja na HAAS.
As duas equipes não são primeiras colocadas no mundial de construtores, mas conseguem ir bem nos fins de semana. A dobradinha do paulista é o alemão Nico Hulkemberg, enquanto que o pernambucano deve ter como seu “par de vaso” o britânico Oliver Bearman.
Como o público brasileiro está mal acostumado, em geral, as pessoas não vão entender quando os carros dos pilotos nacionais não frequentarem as primeiras posições.
Caiu no colo, Globo…
A emissora detentora dos direitos terá uma chance de ouro nas mãos. Com dois pilotos, o interesse pelo consumo do produto aumenta. E o canal tem possibilidades maiores de chegar naquele público que geralmente não é acostumado com a modalidade. Araújo é mestre em levar para a televisão aberta qualquer modalidade.
Ele e seus pares de análise vivem uma quadra história auspiciosa e pouco comum para o automobilismo brasileiro. Eles tem condições de fazer algo em alto nível, não uma pachecada pura e simples, patriotismo raso e sem aprofundamento do que pode acontecer com a dupla em pista.
A emissora não tem um quadro como esse desde 2016, quando o país era representado por Felipe Massa e Felipe Nasr, ou seja, quando a nova temporada começar, terão se passado onze anos. Quem viver, verá os próximos capítulos dessa novela, mas principalmente onde os pilotos nacionais poderão levar seus respectivos carros.


Deixe um comentário