A Globo desenha uma nova oficina de roteiristas, agora com administração de Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Tiezzi.
O canal vai garimpar nomes para suas chamadas “faixas de acesso” na produção de novelas, ou vai reforçar o time de séries e outros tipos de produção?
Novos nomes ganham protagonismo
O símbolo de uma importante renovação é a novela “Por Você”, exibida no horário das sete e escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres, dupla que tem se segurado muito bem na segunda faixa. A rede, entretanto, precisa usar uma “bolsa de proteção” para esses novos roteiristas.
A emissora não tem mais a universidade de dramaturgia, que injetava no ecossistema global uma série de novos profissionais. Essa função era evidentemente das temporadas de “Malhação” (1995 – 2020), enredo cancelado no começo da década. Agora, as produções do streaming parecem cumprir essa função.
Novidades em outras duas faixas
A Globo deve promover nos próximos tempos outras duas estreias. Primeiro, na faixa das seis com Carla Fahour e Júlia Spadaccini em “Dias de Glória”. Em seguida, a empresa deve mover uma de suas mais celebradas autoras para a faixa das nove, ainda mais pelas recusas recentes de projetos escritos por Bruno Luperi e Manuela Dias.
O desenho de todas as faixas tradicionais parece um pouco mais confusa, pelo menos é isso que aparenta. Quem tem alguma linha mais certa é o começo do horário nobre.
Alessandra Poggi tem volta confirmada
Três anos depois de “Garota do Momento” (2024), Alessandra Poggi volta para o horário das seis, ambientando uma novela da década de 1970. O canal revisitará esse período treze anos depois de exibir “Boogie Oogie” (2014), escrita pelo português Rui Vilhena e que não foi abraçada pela audiência da televisão.
O primeiro espaço de dramaturgia do horário nobre, assim, tem duas novelas na fila. No ar, as últimas emoções de “A Nobreza do Amor” e já com chamadas rodando de “Lá Na Minha Terra”. Ou seja, quatro produções em curso.
O horário das sete, tem a atual e a seguinte, apenas e esse expediente se repete ás nove. Para a faixa seguinte ao “Jornal Nacional”, a emissora deve recorrer novamente a Aguinaldo Silva, pouco tempo depois do fim de “Três Graças”.
>> Com informações do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna Canal Um


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