A rede de jornalismo e esportes liderada pela TMC São Paulo (100,1 MHz) está prestes a completar um ano no ar. O projeto substituiu a Rede Transamérica de Rádio em 13 de outubro de 2025, cercado de expectativas e uma série de promessas, algumas consolidadas na grade e outras que acabaram se perdendo com o tempo.
O caso mais conhecido de mudança nos bastidores foi a demissão de um dos apresentadores poucos dias após a estreia. Com três dias de trabalho, o jornalista Flávio Gomes, então titular do “Link TMC”, foi retirado do ar. A emissora não apresentou uma explicação pública detalhada, enquanto o próprio profissional atribuiu o desligamento a seus posicionamentos nas redes sociais. O formato continuou, mas sem o trio originalmente escalado.
Rede curta
A empresa controlada por João Camargo tem presença em seis mercados: São Paulo (100,1 MHz), Rio de Janeiro (101,3), Brasília (100,1), Recife (92,7), Belo Horizonte (88,7) e Curitiba (100,3). A rede conseguiu alcançar praças importantes, mas ainda tem espaço para ampliar sua presença nacional.
O desenho da grade lembra bastante o da BandNews FM, emissora com mais de vinte anos no ar. Aos poucos, o projeto precisa passar por correções de rota, com janelas locais bem definidas e formatos alinhados à proposta editorial. Além disso, a expansão para novas praças pode ser importante para consolidar a marca fora dos mercados em que já opera.
Novo projeto de verificação
A emissora lança o “TMC PROVA”, núcleo de checagem de fatos que estreia durante o segundo turno das Eleições 2026. A iniciativa terá atuação multiplataforma e deverá ser incorporada de maneira permanente à rotina jornalística da rede após o período eleitoral.
O projeto será dedicado à verificação de informações e declarações públicas, com apuração baseada em evidências. A proposta é identificar conteúdos falsos ou imprecisos e apresentar ao público os elementos necessários para compreender o que está sendo verificado.
Ou seja, esse é mais um exemplo de “jornalismo na cara da audiência”, com apuração em tempo real e atenção aos fatos à medida que eles acontecem. Resta acompanhar como a iniciativa será integrada aos programas da rádio e às demais plataformas da rede.
Grade ainda precisa de ajustes
O espelho de programação ainda precisa de um cuidado maior. A faixa da tarde é um dos pontos que merecem revisão, principalmente no encaixe entre o fim do “Papo de Craque SP – 1ª edição” e o “Link TMC”, apresentado por Thomaz Rafael, Maiara Bastianello e Rodrigo Alvarez. A execução precisa corresponder à grade anunciada e evitar lacunas ou períodos sem identidade editorial definida.
A emissora também apresenta problemas de organização no fim da manhã. O “Trend das 11” tem um jogo de palavras interessante, mas a atração cria uma quebra na identidade da programação e, nessa faixa, não parece combinar com a proposta de uma rede dedicada prioritariamente ao jornalismo e aos esportes.
O primeiro aniversário, portanto, chega com uma novidade relevante na checagem de fatos, mas também com questões de programação que ainda precisam ser resolvidas. A TMC construiu uma rede em seis mercados e conseguiu estabelecer uma presença multiplataforma. Agora, o desafio é transformar essa estrutura em uma operação mais coesa, com identidade própria e menos improvisação na organização da grade.
>> Com informações do jornalista Carlos Massaro, em material publicado pelo site Tudo Rádio.


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