O cenário da televisão brasileira tem uma série de disputas, seja na parte de baixo da tabela ou entre os primeiros colocados. Aqui, a conversa vai ser sobre o segundo lugar, a medalha de prata. A primeira desafiante de mercado, o canal que tenha menos público apenas que a Globo.
A disputa pelo segundo lugar, na prática, não existe pelo menos desde o começo da década. Pelo quadro atual, a RECORD aparece na vice liderança com alguma margem diante do SBT. O quadro mostra que a briga na Anhanguera é com o pessoal do Morumbi, para afastar esse fantasma presente na rotina da emissora.
Depois da novela, público some da RECORD
Entre janeiro e setembro, o canal tem um enorme problema para resolver. A audiência evapora, logo depois da novela turca, ou do “Jornal da RECORD”, quando não tem uma produção estrangeira. A linha rotativa, que já foi um dos pontos fortes, passou a ser motivo de problema.
Apenas em setembro, com a estreia de “A Fazenda”, as coisas melhoram. O segundo lugar é mais tranquilo, apesar da queda de consumo ao longo dos anos. Colocar um produto diário, que pode ser acompanhado como novela, ajuda na estratégia. Aparentemente, quem atua como uma chaga persistente é a exibição de “Reis”, que passa longe da vice liderança.
Problema matinal aparentemente resolvido
A mudança de comando no “Balanço Geral | Manhã” resolveu parte do problema. Gradativamente, as pessoas parecem redescobrir, também o “Fala Brasil”. O grande ponto a ser mexido ainda é o “Hoje Em Dia”, que precisa de reforços na pauta e leveza com quadros mais ligados ao entretenimento.
A parte final do programa deve ainda ser conduzida pelo jornalismo. Como nos anos de ouro, onde Britto Júnior (2005 – 2009) e Celso Zucatelli (2009 – 2014), conduziam conversas com alguém na redação. Falta, ainda, um recheio mais robusto, algo que chame a atenção do público e consiga, em aproximadamente duas horas, fazer jornalismo – entretenimento – jornalismo, servindo de ponte para a janela local, sem necessariamente soar sensacionalista.
Mas, e o SBT?
A grade da emissora tem o mesmo tipo de produto, basicamente entre os programas “SBT Notícias” e “Primeiro Impacto”, ou seja, desde a madrugada até o de tarde.
Depois, entra o entretenimento com “Chaves”, um duo de novelas e o “Fofocalizando”. Em seguida, mais uma novela solta e jornalismo com “SBT Cidades” e “SBT Brasil”. Uma novela e o “Programa do Ratinho”, seguido da faixa rotativa e do “The Noite” encerram a programação.
Ou seja, aparentemente tem mais diversidade. Porém o teto é baixo e quem consegue furá-lo com maior facilidade é o programa de Carlos Roberto Massa, que entrega em bons termos para a linha rotativa. Entre janeiro e setembro, essa dobradinha costuma funcionar bem.
A maior dificuldade, mesmo, é quando enfrenta Adriane Galisteu.
O fim de semana, por sua vez, merece um texto exclusivo.


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