O primeiro “batismo de fogo” aconteceu. A cobertura do 1° turno das Eleições 2026 foi muito positiva para o SBT NEWS, rede noticiosa que estreou no fim do ano passado, sem que a emissora-mãe tenha uma política contínua de investimentos no jornalismo deste filão, pelo menos até a estreia do canal de notícias.
Sim, o SBT revelou Bóris Casoy ao telejornalismo, mais precisamente no fim dos anos 1980. Mas, os investimentos eram sempre lacônicos. Surpreende, por exemplo, que seu atual principal telejornal tenha rompido a barreira dos vinte anos. Porque, a rede apresenta dificuldade crônica de manter suas investidas em jornalismo.
Para se ter uma ideia, durante um período o canal ficou sem jornalismo na faixa nobre. O departamento tinha apenas o “Jornal do SBT” nas madrugadas, com a liderança de Hermano Henning. Entre o fim do “TJ Brasil” e a estreia de seu sucessor, foram oito anos. Hoje, o “SBT Brasil” tem apresentação de Luiz Gonzaga César Filho, mas estreou em 15 de agosto de 2005, aos cuidados de Ana Paula Padrão, que permaneceu pouco tempo na bancada.
Grandes pontos da cobertura
Em seu primeiro grande evento nacional, onde os olhos do público estavam voltados ao canal. Os destaques positivos são os mesmos de sempre, mas vale ressaltar nomes como Nathalia Fruet, Lívia Zanolini, Roberta Russo, Amanda Klein e Marina Demori. Além das âncoras, analistas como Eduardo Gayer, Carla Araújo, Túlio Amâncio e Basília Rodrigues são pontos extremamente positivos para a operação.
Para o segundo turno, mudanças precisam acontecer
O ponto principal de ajuste, deve ser justamente no centro nervoso da cobertura. A apuração das eleições pareceu um tanto “atropelada”, no canal. Aqui, a sugestão do NTVB é entregar o protagonismo justamente para quem tem mais tempo nesse tipo de cobertura. A titular do “Central de Notícias” respondia pelas grandes coberturas políticas durante seu período longo de RedeTV!
Klein, portanto, pode ancorar essa parte sozinha. Ou com o auxilio de Marina Demori, com quem teve bom desenvolvimento. Outro ponto positivo foi a utilização de Gayer em uma versão Anhanguera do “magic wall”, visto há seis anos nas coberturas eleitorais da CNN Brasil.
A cobertura em números
O canal de notícias informa, de maneira oficial que sua cobertura eleitoral alcançou 32,8 milhões de visualizações no YouTube, a plataforma de vídeos do Google. com pico de 785,8 mil espectadores simultâneos e 3,9 milhões de horas assistidas.
Quem faltou, Cipoloni?
Jornalistas importantes da rede poderiam ser melhor utilizados. Marcelo Casagrande e Simone Queiroz foram pouco utilizados. Ele se mostrou hábil com qualquer tipo de noticiário, atualmente responde pelo “SBT Cidades”. Mas, foi figura preponderante no canal de notícias, por exemplo, na cobertura da captura estadunidense do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Queiroz, por sua vez, ficou em um lugar que não corresponde ao seu tamanho. Foi o programa exibido pela TV aberta? Foi. Ainda assim, a apresentadora poderia ter sido utilizada ao longo do dia e principalmente na cobertura da apuração, ajudando Demori e Klein, principalmente por ser um “rosto conhecido” do público que consome a emissora.


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