“Marisol” estreia com um fardo a carregar

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A nova reprise de “Marisol” (2002) estreou nas tardes do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), nesta segunda-feira (28), com um evidente fardo a carregar. Mas, aqui deve entrar a tão comentada construção de grade, de quem sempre comentamos por aqui. 

No primeiro capítulo, a adaptação brasileira teve 2,3 pontos de média. A audiência foi baixa, porque o teto da emissora não é dos melhores atualmente, como demonstram os dados consolidados, em uma apuração do NTVB em profícua documentação neste site e em outros, que acompanham diariamente o noticiário de audiência.

Construção de público vai demorar

A emissora coloca, finalmente, uma dobradinha de novelas. O maior erro estratégico, entretanto, é não grudar as produções no “Primeiro Impacto”, que apesar de controverso funciona muito bem no fim da manhã. Sem quase todas suas músicas originais, a novela deve ser contada em 130 capítulos até março do próximo ano.

O grande trunfo, aqui, é a dobradinha com a reprise de “A Desalmada”, em cartaz naquilo que se transforma oficialmente na segunda faixa de dramaturgia do canal. Em poucos meses, deve se estabilizar em uma faixa mais confortável na disputa pelo bronze contra os programas exibidos pela Band.

Até porque, em razão da atual fase de audiência, o “Balanço Geral” está fora do radar de alcance das duas novelas. O canal precisa, mesmo, se consolidar na terceira posição. Com o tempo, em caso de manutenção da grade, pode surgir uma possibilidade de briga pela vice liderança contra a RECORD.

Vai brigar com o Passaia?

Isso ainda é um assunto proibido na Anhanguera, porque o noticiário popular tem pelo menos três vezes mais audiência que a faixa de novelas, como mostram os dados em tempo real e também consolidados.

Para ser considerada postulante pela vice-liderança, a emissora vai precisar insistir nesse horário com reapresentações de “Pérola Negra” (1998), “Amigas E Rivais” (2007) e outras produções que funcionaram em outros tempos na faixa vespertina.


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