RECORD completa 73 anos no piloto automático e com grade dependente

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A RECORD completa mais um ano no ar. Sem festa, grandes acontecimentos ou qualquer coisa parecida, a rede tem mesmo pouco a comemorar de fato nos últimos anos. 

Pelo menos desde o começo da década, o canal vive no “piloto automático” em relação a sua grade. Não leva ao público nenhuma grande atração de entretenimento. As novelas não tem a mesma potência de outros anos, inclusive esse setor de dramaturgia não tem o mesmo poder de fogo dos seus primeiros onze anos de funcionamento.

Grade pouco diversa e dependente

A emissora se mostra, ainda, dependente das duas versões exibidas do “Balanço Geral”. O canal tem potencial, capilaridade e pode entregar algo além daquilo que tem hoje. Nada contra os trabalhos dos atuais apresentadores. Mas, no frigir dos ovos dessa programação, são aproximadamente nove horas diárias.

Os trabalhos de Eduardo Ferreira de Almeida Camargo e Eleandro Passaia são eficientes, inclusive quando Passaia estava na faixa matinal ele era visto como sucessor natural de Reinaldo Gottino na versão vespertina. Então, essa “dependência” acaba passando um tanto ao largo.

Êxodo de público depois da turca

A programação da emissora tem uma linha de desempenho, com performance similar entre si. Entretanto, o público some logo depois do fim de “Iludida”, evidenciando uma falha no desenho de grade. O piloto automático presente na grade é algo contraproducente para o canal, ainda mais quando ele poderia ser mais competitivo em outras faixas.

O espaço seguinte ao principal horário de novelas não tem grande retenção. Isso rebate, inclusive, na linha rotativa e acaba por contaminar “A Fazenda” e qualquer outra produção, como o “Canta Comigo”, “Doc Investigação”, “Alerta Aeroporto” e outras variantes.

A emissora tem seu ponto alto editorial com o “Jornal da Record”, liderado por Eduardo Vicente Ribeiro e Mariana Godoy. Ali fica marcada uma “linha no chão”.

Igreja não vai sair do ar

Por mais que seja necessário para a audiência, o canal não deve deixar de exibir as produções da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), instituição criada por Edir Macedo Bezerra, líder religioso e empresário que é dono da emissora sediada na Barra Funda.

Algo precisaria entrar para aquecer o público, porque a grade da madrugada começa depois de todas as concorrentes. Talvez, uma reprise do principal informativo ajudaria na construção de plateia. Mas, isso nunca deve sair do papel, ou mesmo a reprise de “Todo Mundo Odeia O Chris” (2005 – 2009) nesse horário.

Fim de semana é um “caso perdido”

A emissora poderia ser muito mais competitiva no fim de semana, mas opta por estar “em estado de descanso”, seja no sábado ou no domingo. A programação do domingo até tenta, com “Cine Maior”, “Acerte Ou Caia” e “Domingo Espetacular”. Ali precisaria de investimento, porque precisa brigar com o SBT.

Aos sábados, sem grandes esforços, consegue a vice liderança. Mas, falta alguma coisa acontecer. Talvez, quando a areia movediça bater nesses dois dias da semana, as coisas mudem efetivamente. Até agora, nenhum sinal concreto de mudanças.


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