O técnico gaúcho Adenor Leonardo Bachi assume o comando do Botafogo, meses depois de encerrar o contrato com o Cruzeiro.
Ele volta para a capital fluminense para trabalhar, substituindo o interino Rodrigo Bellão, que por sua vez assumiu o trabalho quando da demissão do português Franclim Carvalho. A ideia da estrela solitária era manter um trabalho tampão até o fim do ano, mas nada se desenvolveu como o esperado.
Bachi acerta com a equipe até o fim de 2028, com aproximadamente um ano e meio de contrato.
O que mudou em seis meses?
Tite era treinador do Cruzeiro até março deste ano. Pela equipe mineira, baixo rendimento e pouca inspiração motivaram o rompimento do trabalho.
A grande pergunta nesta enorme ciranda de treinadores é: Alguma coisa mudou, efetivamente, em seis meses? O treinador ficou marcado por causa de suas passagens pelo Corinthians, onde foi vencedor. Mas, esse ciclo de vitórias tem ficado cada vez mais para o passado.
Na passagem por Belo Horizonte, por exemplo, teve um rendimento de apenas 53% de aproveitamento em três meses de trabalho. Sem clube desde março, o treinador ainda ficou marcado por uma longa passagem na Seleção Brasileira, onde comandou o escrete canarinho em duas edições da Copa do Mundo FIFA.
Volta ao Rio de Janeiro
O gaúcho terá sua segunda passagem pelo portentoso estado da Guanabara. Na antiga capital do país, orientou o Clube de Regatas do Flamengo, com um ano de trabalho, 68 jogos disputados e um aproveitamento de 66%
A nova casa de Tite é conhecida pela rotatividade de profissionais na casamata. Para se ter uma ideia, desde o começo da década de 2020 foram dezesseis treinadores diferentes. Isso sem contar os trabalhos de interinos. As mudanças são tão constantes, que um trabalho no time da estrela solitária dificilmente tem mais de três meses.
Quem quebrou esse conceito foi justamente um técnico português. Luís Castro conseguiu romper essa barreira, mas depois tudo voltou a ser como era. A média de trabalho dificilmente passa dos noventa dias.
Nesse levantamento feito pelo NTVB, o banco de reservas foi ocupado por todos esses profissionais. Quem começou o rodízio mas acabou demitido nos primeiros meses de 2020 foi Alberto Valentim. Nem mesmo o título da Libertadores da América em 2024 foi capaz de segurar Artur Jorge, hoje no Cruzeiro.
A catraca de admissões e demissões realmente funciona no futebol brasileiro. A ver se pelo menos Adenor terá mais tempo do que os 136 dias de Carvalho, último nome a liderar o time antes da passagem tampão de Rodrigo Bellão.


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