A Globo define uma importante personagem de “Avenida Brasil 2” e coloca o ator Fábio Scalon Meirelles para viver um amante de Carmen Lúcia Moreira de Souza (Adriana Esteves), um dos eixos centrais do novo enredo, sequência da produção criada por João Emanuel Carneiro.
O ator superou Breno Montaleone e Gabriel Fuentes na disputa pelo tipo e volta ao horário nobre nove anos depois de “Segundo Sol” (2018), também de Carneiro.
Boy toy da megera
A nova personagem tem sido descrita nos bastidores como “galã mucilon”, ou seja, um parceiro jovem para a vilã. O tipo vai funcionar como um amásio para Carminha, que volta aos holofotes quinze anos depois da versão original.
O ator selecionado, inclusive, é o mais jovem entre os cotados pelo canal dos Marinho. Na primeira novela, quem cumpria essa função era Lúcio (Emiliano D´ávilla), que tinha 26 anos de idade.
Febre das sequências
A Globo tem usado esse recurso de maneira desmesurada. As sequências de novelas devem completar seis anos, isso porque a primeira produção nessa linha foi “Verdades Secretas II” (2021), primeira produção original do Globo Play.
Para além dos remakes, que se tornaram febre, a criação de novos elementos em universos já consolidados e aparentemente finalizados, como aponta um levantamento feito pelo nosso time.
Inclusive, até hoje, o público pede nas mídias sociais que a história criada em 2015 tenha uma terceira parte. Se a primeira experiência da Globo com uma continuação, mais precisamente em “Verdades Secretas II” já cita antesbn levantou questionamentos, é inevitável perguntar o que uma segunda história no universo de ‘Avenida Brasil’ acrescentará ao original.
Falta de ideias ou comodidade?
A emissora tem se notabilizado, ainda, por fazer releituras de grandes sucessos. O maior problema é que a maioria dessas novelas refeitas são do próprio acervo e com alguma preservação. O único enredo refeito recentemente com algum sentido em sua produção é “Pantanal” (2022), originalmente feita pela Manchete.
O canal tem apelado para a nostalgia na maior parte do tempo. Entretanto, quem devia ganhar essas releituras é a gama de histórias que não tiveram seus capítulos preservados, seja parcial ou totalmente. A audiência mudou, precisa ser compreendida como tal e os níveis de consumo das décadas anteriores, inclusive, podem não mais aparecer.
>> Com informações da jornalista Anna Luiza Santiago, em sua coluna no jornal O Globo


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