A exibição do seriado mexicano infantil “Chaves” (1973 – 1980) não consegue repetir o desempenho de outros tempos, isso porque a produção latina aparece mais próxima da Band do que em uma efetiva briga pela vice liderança contra Eleandro Passaia.
Os dados consolidados mostram um quadro completamente desfavorável. A apuração do NTVB aponta que nas vinte semanas em que esteve no ar a sitcom aparece com apenas 2,51 pontos de média geral, entre os dias 13 de abril e 3 de setembro, quando completou cem edições.
Vizinhança não ajuda
O programa tem como companheiros de grade o programa popular “Primeiro Impacto” e a novela mexicana “A Desalmada”, em caso de um desenho mais coerente, a produção estrelada por Roberto Gómez Bolaños poderia ser potencializada, como já aconteceu em outros tempos.
Exibido desde julho, o repeteco da novela estrelada por José Ron, transmitida logo depois do Chaves, marca 2,59 pontos de média, também fica mais próxima da Band do que de uma briga com a pretensa concorrente direta. Talvez, esse cenário seja alterado com a adição da reprise de “Marisol” (2002), anunciada pela emissora para ocupar o começo de tarde, mesmo sem data de reestreia e horário divulgados.
Assim, pode fazer mais sentido
A novela que conta a história de Rodrigo (Carlos Eduardo Casagrande), Marisol (Bárbara Raquel Paz) e Mário (Alexandre Frota de Andrade) pode ajudar na construção de público. Ainda não se sabe onde essa reapresentação vai entrar, mas faria sentido que ela ficasse com a vaga do menino que vive em um barril.
Dois folhetins seguidos tem muito mais força do que uma exibição solo, ainda mais podendo receber do programa popular que o antecede e que aos poucos se mostra eficiente no horário do almoço. Apesar de ser genérico, o formato apresentado por Marcos Paulo Ribeiro de Morais e Daniele Brandi tem conseguido retardar a subida da segunda colocada.
Em caso de um novo desenho, a rede controlada pela família Abravanel vai emular a grade de sua concorrente direta. O SBT pode se valer desse encadeamento de programas, ou antecipar o fim do telejornal e apostar no jovem desfavorecido para aumentar o entretenimento e criar uma trinca de entretenimento.
Por seis anos, a RECORD fez isso
Entre os anos de 2015 e 2021, o programa “Balanço Geral” era sucedido por duas novelas. Agora, pelos lados da Barra Funda, apenas uma produção de dramaturgia separa os formatos similares.


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