O jornalista, comentarista esportivo e apresentador Cláudio Carsughi morreu nesta quinta-feira (10), aos 93 anos de idade, depois de passar um mês hospitalizado em razão de uma infecção respiratória, informa o site de notícias G1.
A confirmação do falecimento foi por meio das mídias sociais. A filha, Claudia, informou aos seguidores na conta do jornalista no Instagram.
Uma das referências da Jovem Pan
A voz e o rosto do comunicador tinham identificação imediata com a Rádio Jovem Pan, onde trabalhou entre os anos de 1957 e 2015. O tom empregado por ele nas análises fez o público se afeiçoar e criar o hábito de ouvi-lo, ao longo das décadas.
Ícone do jornalismo esportivo, Carsughi é uma das maiores referências da profissão. A sua formação em engenharia o ajudou na consolidação da carreira como analista. Ele consegue, como poucos, traduzir o que acontece em um carro de F1, por exemplo. A formação ajuda a entender por que Carsughi tratava futebol e automobilismo como uma construção, dissecando os acontecimentos com olhar técnico.
Outros trabalhos na carreira
A vida profissional de Carsughi também passou por outras grandes casas do jornalismo. Trabalhou como editor na revista Quatro Rodas e esteve ainda em Gazeta Esportiva, ESPN, Jornal da Tarde e no elenco do SporTV, que pertence ao Grupo Globo.
O tamanho da contribuição dele ao jornalismo e cultura é tão grande que em 2012 foi lançado um livro contando sua trajetória. O projeto teve o carimbo do Ministério da Cultura, reuniu histórias, memórias e reverenciou a vida de um dos principais nomes da imprensa esportiva do país.
Há mais um dado importante que ajuda a explicar a profundidade histórica do comentarista. Ele esteve na cobertura de cinco edições consecutivas da Copa do Mundo FIFA, entre os anos de 1970 e 1986.
Especialista no Calcio
O jornalista era um profundo conhecedor de futebol. Junto com o trabalho no rádio, esteve na redação da ESPN, onde era responsável pelas análises do Campeonato Italiano, um dos principais torneios da grade do canal.
Ao lado de nomes como Silvio Lancellotti (1944 – 2022) e Antero Greco (1954 – 2024), ajudou a formar uma geração de apaixonados pelo Calcio. A memória de pessoas como essas jamais será perdida, porque eles renderam frutos ao bom jornalismo.
As gerações seguintes de analistas foram baseadas no trabalho desses três profissionais e de tantos outros, que ajudaram na popularização e consolidação do futebol italiano na mídia brasileira.


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