O programa de confinamento rural “A Fazenda” é a maior aposta do entretenimento da RECORD em todos os anos. Entre setembro e dezembro, a emissora volta aos holofotes por causa do formato, hoje comandado por Adriane Galisteu.
Nos últimos meses, aqui mesmo neste espaço foram produzidas análises e mais análises a respeito da marca atingida pela apresentadora, ou do desafio que a atração vai ter ao receber de um dos maiores fracassos recentes da emissora que é a novela “Reis”, em looping eterno de reprises.
Afinal de contas, qual é o tamanho da atual edição?
Isso é praticamente impossível de afirmar categoricamente. Primeiro, porque todo programa nessa linha tem o desenho de uma novela. Por enquanto, não se sabe quem está confirmado no time da produção.
A emissora produziu um evento sobre a edição, revelando detalhes. Mas, sem soltar um nome oficial de quem vai ao confinamento. Quem deve ficar responsável por essa parte é o “Hoje Em Dia”, que aparentemente precisa de uma injeção de adrenalina e epinefrina.
O formato de entretenimento precisa lembrar, efetivamente, de sua origem. Atualmente, se mostra refém do noticiário policial e coloca até mesmo Ana Lúcia Hickmann, um dos principais nomes do canal, para ler notícias dessa editoria.
A atração de confinamento ainda não tem tamanho mensurado, mas deve tirar o canal de um ostracismo involuntário. Ninguém, ou quase ninguém lembra da linha rotativa da emissora. O público, na prática, evapora logo depois da exibição da novela turca, seja ela qual for.
Uma ponderação é necessária
Se todo programa como esse depende de elenco, versa também em como as coisas serão costuradas. Galisteu tem experiência suficiente para entender as necessidades de cada ano e isso é evidente, logo de cara.
Entretanto, se o programa “não emplacar” nas primeiras semanas, a responsabilidade vai cair nos ombros da dupla. Manchetes alarmistas como “o maior fracasso em 20 anos” e similares devem ganhar as mídias sociais.
Televisão é, antes de qualquer coisa engenharia. Encadeamento de grade. Sim, isso mesmo. O modo como as produções são consumidas mudou, mas a grande central desse tipo de produto continua o mesmo. O aparelho televisor, que te acompanha em casa. Ou mesmo pelo telefone, transformado em uma central multimídia.
A nova temporada vai receber de “Reis”, que é um dos maiores fracassos da dramaturgia da emissora em pouco mais de duas décadas. Isso é categórico, taxativo. Quase uma sentença, mas ao mesmo tempo verdadeiro.
O enredo tem o pior rendimento, pelo menos, desde a exibição de “Metamorphoses” (2004), última obra antes da grande revolução vivida na Barra Funda, ocorrida em outubro daquele ano.
Programa surfa hype nas mídias
Durante a coletiva de lançamento, foi anunciado que o braço de entretenimento do canal nas mídias digitais passa a contar com os serviços de Carol Lekker, analista de celebridades que deixou a empresa da Anhanguera nesta quarta-feira (09).
Na emissora concorrente, ela era uma das debatedoras do “Fofocalizando”. Antes disso, Lekker ficou conhecida nacionalmente após uma passagem pelo confinamento rural.


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