Mais uma novela na mídia esportiva brasileira

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O Brasil é reconhecido mundialmente pela produção industrial de novelas, inclusive essa metáfora já foi usada recentemente neste espaço. Ela ganha protagonismo, de novo, para falar sobre a indefinição de um dos maiores torneios de futebol do continente, que ainda não tem uma casa para seu pacote secundário.

As boas novelas têm histórias cativantes, envolventes. Nessa categoria, podem entrar produções como “Perigosas Peruas” (1992), “Quatro Por Quatro” (1994), “Anjo Mau” (1997), “Pérola Negra” (1998), “Louca Paixão” (1999) e uma série de outras grandes tramas. Esse processo de escolha da detentora de direitos, entretanto, parece uma novela confusa, como foi “Amazônia” (1991).

Nada ficou definido, muito pelo contrário

Esse processo de escolha está atrasado, muito atrasado. Falta menos de três meses para conhecermos o vencedor da atual edição, em campo. Mas, ainda não se sabe quem vai mostrar o próximo ciclo. A entidade que toma conta do futebol no continente, talvez, esteja em compasso de espera por conta da fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery.

Entretanto, faltou combinar com os estadunidenses. Literalmente. O processo está parado na justiça dos Estados Unidos da América (EUA). Nesse caso, o melhor caminho pode ser trocar, de novo, de exibidora. Justamente pelo entrave vivido por Discovery e Paramount. Há candidatos, resta saber se a Conmebol vai “olhar para o lado”.

Reage, Conmebol

A entidade presidida por Alejandro Dominguez precisa tomar uma atitude. Ela mesma colocou um prazo para definir essa situação e não atrasar a vida de quem quer que assuma essa responsabilidade. O dia limite para definições é 20 de setembro, pelo que traz a apuração mais recente de Flávio Ricco, jornalista especializado em mídia e que serve de base para essa análise. Mas, o limite efetivo já foi ultrapassado há muito tempo. Pelo menos oito meses, porque em dezembro passado já se sabia que ESPN e Globo permaneceriam com seus contratos.

O Grupo Globo inclusive, quer voltar a ser casa da principal competição do continente nos meios pagos. Repetindo o expediente visto até o ano de 2019, antes da pandemia da COVID-19, que culminou na ruptura de contrato entre o SporTV e a Conmebol.

Novela chata, arrastada

Se esse processo fosse uma gestação, a criança já estaria nascendo, ou teria nascido de maneira prematura. Voltando à metáfora da novela, é como se quase tudo estivesse resolvido, menos a história dos vilões. Ou dos co-protagonistas. Na prática, parece mais quando uma novela do auge da RECORD fazia sucesso e eles esticavam ao máximo. Ou o desenvolvimento de “Barriga de Aluguel” (1990), que andou em círculos por muito tempo.

Isso sem citar as novelas atuais, que têm o mesmo problema. Falta de desenvolvimento e uma finalização aquém do esperado. Sim, parece uma novela das sete, recém finalizada. Que coisa, não?

>> Com informações do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna Canal Um


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