A Disney prepara a reformulação do seu canal linear em mercados importantes da Europa. Em três países, o Disney Channel será substituído pela Disney TV, que vai ter conteúdo mais diverso e maduro, como séries de drama e comédia.
O movimento da empresa cria uma espécie de superstation para países como Alemanha, Áustria e Suíça, localizados na Europa Central. A operação remodelada estreia em 1° de dezembro, com uma grade que une conteúdos Marvel, Star Wars e do FX.
Olhar diferente para mercados diferentes
No Brasil, a distribuição dos canais da empresa era por meio da televisão por assinatura. Agora, todo o conteúdo está no streaming, dividido em pacotes de assinatura. Quem gosta apenas dos filmes e séries, pode assinar o plano mais simples do Disney+. E se você é fã de esportes, investe um pouco mais para ter acesso ao conteúdo produzido pelos canais ESPN, operação linear remanescente da empresa por aqui.
A atividade da versão brasileira do Disney Channel chegou ao fim em 1° de março de 2025. Sem grandes despedidas ou programas especiais, uma vez que as últimas horas da emissora foram compostas apenas por reprises.
Como será a programação da Disney TV?
O novo canal tem faixas bem desenhadas. Entre o começo da manhã e o início do período vespertino, serão exibidas séries de drama e comédia. A faixa nobre deve receber a exibição de filmes, séries de ação, policiais e documentários.
Além disso, haverá um bloco especial, dedicado a marcas como FX, Marvel e Star Wars. Esse desenho seria impossível sob o nome antigo, que se focava apenas no público infantil e jovem, de no máximo 17 anos de idade.
Por que houve esse movimento?
No começo do ano passado, como apurou o site Além da Tela, a emissora já iniciou os testes desse modelo nos países europeus. Ainda conforme apurado pelo site de entretenimento, a audiência correspondeu, assim como o faturamento do canal. Além disso, a mudança no perfil do canal abre uma série de possibilidades, justamente pela estreia oficial acontecer no período que antecede o Natal, exatamente na virada de mês.
A ideia de amadurecer o conteúdo junto com o desenvolvimento de uma plateia histórica faz muito sentido. Por enquanto, essa reformulação do antigo Disney Channel, está confirmada para a Europa Central, onde a empresa tem alguma operação de televisão aberta.
Uma reformulação da marca no Brasil poderia funcionar
O streaming da companhia por aqui ainda parece um tanto engessado. Há possibilidades de conteúdo ao vivo, com a adição não tão recente da Rádio Disney Brasil. Mas, alguns canais lineares de distribuição de conteúdo dentro da plataforma poderiam funcionar. Em um modelo parecido, por exemplo, ao usado pelo concorrente Pluto TV.
Canais segmentados, com conteúdos similares agrupados. Por exemplo, um sinal onde fossem reprisados filmes da franquia de “High School Musical” (2006 – 2009) e seriados dessa linha.
Outro sinal com as séries de drama médico, mais um dedicado às franquias de “911: Atendimento de Emergência” e assim sucessivamente. Manter o catálogo de filmes e séries, mas organizar dentro do streaming possibilidades das pessoas ligarem num canal e “esquecerem a vida”.
E essa ideia é da redação do NTVB. Um jeito simples de atrair novos assinantes. Na verdade, como seriam canais FAST, a estratégia também poderia aumentar o tempo de consumo da plataforma como um todo.
>> As informações são do site Além da Tela, em material escrito por Guilherme Santos


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