O jornalista e apresentador Carlos Américo Aguiar Monforte morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos de idade, na capital federal. A causa de sua passagem, entretanto, não foi informada. Os familiares do jornalista apenas confirmam a passagem, em comunicação com os veículos de imprensa nacionais.
Monforte foi o primeiro apresentador do “Bom Dia Brasil”, permaneceu na bancada do informativo por oito anos. Entre 1983 e 1991, ele ajudou no processo de consolidação da marca desse informativo. Foi sucedido na atração por Antônio Augusto, que ficou apenas dois anos no matinal e logo deixou a atração.
Saída da Globo
Oito anos depois de se dedicar na implementação e consolidação do telejornal, Monforte deixa a Globo e tem como novo trabalho uma empreitada bem diferente da ancoragem ao trabalhar na Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
A sua posição ali era na coordenação de comunicação, algo um tanto diferente do que fazia na maior emissora do país.
Volta para a líder na madrugada
Após dois anos de trabalho, ele retornou ao canal para se dedicar ao “Jornal Da Globo”, onde ficou por algum tempo. O episódio mais lembrado dessa fase é uma conversa com Rubens Ricupero, Ministro da Fazenda que ficou apenas seis meses no cargo. Em uma conversa com Monforte, o então ministro disse Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.
Houve a queda do ministro, durante o governo de Itamar Franco (1929 – 2011), causado pelo processo de impeachment contra Fernando Collor de Melo. O mineiro governou o país por aproximadamente dois anos, entre 29 de dezembro de 1992 e 1° de janeiro de 1995. Mas, ele assumiu de maneira interina desde o afastamento de Collor. Franco foi sucedido por Fernando Henrique Cardoso (PSDB – SP).
Ida para a Globo News
Monforte se tornou um dos principais nomes da Globo News, onde ficou por aproximadamente quinze anos. Logo depois do episódio com Ricupero, chegou a ficar nos bastidores por algumas semanas. Depois, foi deslocado para o “Bom Dia DF”.
No ano de 2001 entra no canal de notícias, quando ele já tinha cinco anos de história. A passagem pela emissora de jornalismo é longa, ele chega a dirigir a base brasiliense da emissora, além de comandar o “J10”, principal telejornal do canal. Ele deixou o canal em 2016 e não mais trabalhou em qualquer redação.
Começo da carreira
Nascido em Santos, o jornalista começou sua trajetória no jornalismo impresso. Esteve na redação de A Tribuna, jornal de maior tiragem e repercussão na região e em seguida passou pela redação de O Estado de São Paulo.
Sua trajetória atravessou diferentes momentos da televisão brasileira, do jornalismo impresso aos primeiros anos de consolidação do telejornalismo matinal e, posteriormente, à expansão dos canais de notícias. Carlos Monforte deixa, assim, uma trajetória diretamente ligada à história do jornalismo brasileiro.
Segundo semestre difícil
Durante o segundo semestre do ano, o jornalismo brasileiro também se despediu de Renato Machado. Então, duas perdas históricas. O primeiro apresentador e o comandante mais longevo do programa matinal líder de audiência saem de cena com uma diferença muito curta. Para saber mais sobre a passagem de Machado, clique aqui
>> Com informações das jornalistas Caroline Ferreira e Mariana Toledo, no site da CNN Brasil e do site Memória Globo, que preserva a história da maior emissora do Brasil


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