A IndyCar Series tem um novo piloto dominante. O começo desse texto parece ser categórico, mas se sustenta pelos números de Álex Palou Montalbo (ESP – #10), que conquista seu quinto título na história da categoria de monopostos estadunidense.
O domínio do espanhol se explica em números. Desde que chegou à IndyCar, Montalbo disputou sete temporadas e conquistou cinco títulos. Ficou fora do topo em 2020, onde não tinha chances de título ainda em seu ano de estreia, e em 2022, quando William Steven Power (AUS) interrompeu uma sequência que poderia ter sido ainda mais impressionante.
Dinastia Palou
O domínio do espanhol é algo difícil de se acontecer, mas muito simples de explicar. Mesmo quando não apresenta o melhor rendimento em pista, pode-se ter a certeza de que vai conseguir triunfar com alguma facilidade. Assim aconteceu nos últimos dois fins de semana de corrida, quando as coisas não andaram como se esperava e ele teve resultados abaixo do normal.
Em sua segunda temporada na categoria, Montalbo trocou a Dale Coyne pela Chip Ganassi, uma das principais equipes do grid. A partir dali, começou a pavimentar uma das trajetórias mais vencedoras do automobilismo.
Triunfou nos anos 2021, 2023, 2024, 2025 e 2026. São quatro títulos consecutivos, um domínio flagrante e que tende a se estender pelos próximos anos. A parceria com a Ganassi teve alguns ruídos no começo, mas funciona de maneira azeitada há anos.
Quem foi o último tetra consecutivo?
O último tetracampeonato consecutivo aconteceu durante a cisão de campeonatos, com os títulos de Sebastien Bourdais (2004 – 2007), que corria pela equipe Newman Haas na organização da Champ Car. O francês teve um momento de grande destaque, após dominar a categoria ele fez um movimento e tentou a sorte na F1, em duas temporadas. Como não teve sucesso, voltou para o torneio estadunidense já reunificado, onde permaneceu mais cinco temporadas, entre os anos de 2011 e 2015, mas sem a mesma dominância história.
A segunda passagem do piloto foi bem mais tímida, agora com a categoria unificada. Ainda assim, fica para a história. Seus feitos foram igualados décadas depois, curiosamente por um outro piloto europeu.
Quem vai parar o espanhol?
Nesses cinco títulos, não houve qualquer real ameaça: Montalbo é o melhor piloto do grid, mas com muita folga. Em 2026, quem apareceu como principal desafiante foi Christian Lundgaard (DIN), pelos pontos conquistados na tabela de classificação. O outro piloto europeu chega ao fim de agosto com 507 pontos, dois a mais que Kyle Kirkwood (EUA). O cenário ainda pode mudar na última corrida da temporada, em Laguna Seca
Nos anos anteriores, esse posto de principal concorrente direto foi ocupado por Patricio O’Ward Junco (MEX – 2025), William Steven Power (AUS – 2024), Scott Ronald Dixon (NZL – 2023) e Josef Nicolai Newgarden (EUA – 2021).
Para a próxima temporada, quem deve ser o principal perseguidor de Montalbo?
Vale como registro histórico
Nesta década, apenas dois pilotos conseguiram furar a dominância de Montalbo. No seu primeiro ano na categoria, ainda pela Dale Coyne, o campeão foi Scott Ronald Dixon (NZL). Dixon é outro nome “inoxidável” da categoria. Esse título aconteceu no ano de 2020 e dois anos depois foi Power quem triunfou no campeonato. Fora isso, fica estabelecida uma dinastia espanhola.
A maior dúvida nesse cenário consolidado é qual vai ser o projeto capaz de pelo menos arranhar as possibilidades de um novo título do piloto espanhol? Isso começa a ser respondido em março, na nova temporada.
Laguna Seca encerra a temporada
No próximo fim de semana tem a prova derradeira deste ano, em Laguna Seca. O ciclo de provas termina antes da National Football League (NFL), para não conflitar os calendários. O Fox Sports, que transmite a categoria por lá, também cobre a liga de futebol americano.
Por aqui, os atuais acordos de transmissão são com Band e Disney, empresa responsável pela ESPN. Para o próximo ano, pelo que parece nada muda. A ver como se construirá a temporada de 2027, que deve começar em março, de novo por San Pete.


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