A reprise da novela “Jesus” se prova um acerto na grade da RECORD, porque consegue estabilizar os números da faixa em dezoito semanas no ar. O folhetim desenvolvido por Paula Richard permanece na vice liderança em condições normais, mas se aproveita quando o público das fofocas é expulso da concorrente.
O capítulo 86 da reapresentação, transmitido na terça-feira (25), teve 5,9 pontos de média, justamente no dia que a outra emissora colocou no ar um jogo do futebol europeu sem o menor apelo junto ao público da televisão aberta. Pela primeira vez nessa exibição, o folhetim estrelado por Carlos Eduardo Cardoso de Azevedo se aproxima do patamar de seis pontos, enfrentando o jogo entre Bodo x NEC.
Audiência incomum em dia de grade diferente
O enredo bíblico foi beneficiado pela mudança de concorrente, mas seu patamar normal de audiência já é outro. A reapresentação funciona bem e exemplifica a consolidação de grade. Os folhetins nesse horário da tarde são exibidos pelo canal desde julho de 2015, independente de baixos ou altos índices.
A novela funciona tão bem que consegue os mesmos números da estreia de “Iludida”, nova novela turca do canal e maior aposta da casa para alavancar as produções seguintes do horário nobre.
No dia seguinte, a obra voltou aos números normais. Mas, seu concorrente direto seguiu em baixa, mesmo com a volta da cobertura sobre os bastidores da vida alheia, com notícias sobre o mundo dos famosos.
Quem virá depois de “Jesus”?
A pergunta que causa a curiosidade da humanidade também deve preocupar os diretores da emissora. Mas, não agora. O atual repeteco ainda tem muito tempo de ar, entretanto a rede pode começar a mapear quem vai assumir o espaço seguinte ao “Balanço Geral”.
Independente de quem seja, a excelente fase do informativo de Eleandro Passaia deve ser um anteparo interessante ao horário de novelas, como sempre acontece desde a estreia dessa configuração.
Pelos dados consolidados, a trama aparece com 4,19 pontos de média geral em 87 capítulos exibidos. O enredo é usado pela primeira vez na faixa vespertina, como substituta da mais recente passagem de “A Escrava Isaura” (2004).


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