CBF demora para definir direitos de transmissão da “Copa do Brasil”

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O Brasil é especialista na produção de novelas, mas dessa vez houve capricho. Não que seja uma novela boa, com grandes viradas e atuações memoráveis, como o caso de “Por Amor” (1997), “Chamas da Vida” (2008) e tantos outros enredos que cativam o público brasileiro. Nesse caso, parece mais com a incompleta “Brida” (1998), que secou os recursos da Manchete e foi motivo do colapso final do canal carioca, encerrado poucos meses depois dessa adaptação moribunda.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai demorar um pouco mais para divulgar quem venceu o processo de concorrência pelos direitos da “Copa do Brasil” a partir das próximas temporadas. O motivo é que a entidade quer passar a gerir também os detalhes de transmissão, como um GC padronizado, no mesmo modelo que acontece nas grandes ligas do futebol mundial.

Decisão atira divulgação para longe

O movimento da entidade, em cuidar desses detalhes de transmissões deve atirar a divulgação do resultado da disputa pelos direitos de transmissão do maior torneio de mata do país para o fim de setembro.

Estão nessa disputa todos os players conhecidos do mercado brasileiro, menos a LiveMode, empresa responsável pela Cazé TV.

Até agora, nada se sabe sobre o futuro

Pelo andar da carruagem, o público só deve ficar sabendo o destino da Copa do Brasil para os próximos anos bem perto da final do torneio de 2026. Último evento oficial do calendário, a partida única acontece em 6 de dezembro.

Ou seja, com três meses de antecedência, a competição saberá se ganha ou não uma nova casa na mídia brasileira. Isso é mais um exemplo da falta de organização da entidade, que não prima pela qualidade do espetáculo, efetivamente.

Se a ideia é copiar estrangeiros…

Se a ideia é copiar o que funciona na Europa, com a padronização das transmissões, deve-se também primar pelo que se chama de “organização britânica”. Quando o futebol do velho continente começa, sabemos exatamente onde assistir cada competição.

La Liga, por exemplo, depois de sair da ESPN acertou um contrato de seis temporadas com a LiveMode. Outras ligas quiseram permanecer na Disney. Até mesmo a Kalunga, com pouco mais de um ano de operação foi tão mais eficiente na sua organização que a CBF, ao anunciar que não seguiria com o sublicenciamento da líder mundial em esportes e encontrou eventos “próprios” para a grade.

Não deve ser tão dificil ser organizado dessa maneira, Samir Xaud.

>> Com informações do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna Canal Um


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