A nova versão do “Band Sports News” comandada por Lívia Nepomuceno e Gustavo Furtado abre a programação competitiva da emissora durante a semana. No ar desde abril, o formato traz ao público um resumo das principais notícias do mundo esportivo e conversa, de certa forma, com a plateia do programa seguinte.
Em vinte semanas no ar, soma apenas 0,137 ponto de média. A atração recebe em baixa do “Agro Band”, que não é competitivo e tampouco consegue chamar a atenção de quem acorda cedo.
Ideia faz sentido, mas pode estar no horário errado
A atração matinal tem sentido de existir, mas ela pode estar no horário errado. Faria muito melhor para seus índices que o programa servisse de escada para o “Jogo Aberto”, abrindo de fato o espaço do noticiário esportivo.
O canal poderia organizar sua programação de uma maneira que evitasse quebras de público. Logo depois da faixa arrendada deveria aparecer o jornalismo direto, sem escalas em outras atrações segmentadas.
Em seguida, por volta de 10h30, o jornalismo esportivo entraria com a atração de Nepomuceno e Furtado. Certamente, teria mais público em televisão aberta e conseguiria criar uma identidade para a programação da emissora.
No meio do caminho tem um arrendamento
A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) aluga a primeira faixa da manhã, que por alguns anos recebeu o “Bora SP”, ainda aos cuidados de Joel Datena, que hoje aparece no comando do “Brasil Urgente”.
O espaço arrendado pela legenda religiosa atrapalha a audiência da emissora. Para se ter uma ideia, em julho, as pregações da instituição marcaram apenas 0,013 ponto de média mensal. Enquanto que o noticiário agro, que abre a programação própria aparece com 0,030 ponto de média. Com uma produção própria, os números dobram, mas ainda assim é muito limitado.
Jornalismo devia entrar de cara
O “Bora Brasil” supera todos os programas exibidos antes dele. Em julho, marcou 0,30 ponto de média. O desempenho é ruim, mas ainda assim tem uma linha de crescimento dentro da programação. Faria mais sentido, portanto, que ele recebesse do horário arrendado e entregasse direto para Nepomuceno e Furtado, numa estratégia de consolidar a plateia esportiva do fim da manhã.
Além disso, o jornalismo entraria junto com as demais emissoras. O programa de Cynthia Martins, Patrícia Rocha e João Paulo Vergueiro pode ser mais competitivo, basta que uma melhor organização seja feita. Quanto ao espaço do “Agro Band”, ele pode muito bem se transformar em um quadro da revista eletrônica.
A rede tem depois os programas “Jogo Aberto” e “Os Donos da Bola”, grandes sucessos do canal que praticamente triplicam os números e conseguem brigar pela sonhada medalha de bronze. Assim, o canal chama para si quem gosta de esporte mais cedo, sem necessariamente precisar desgastar o matinal de Renata Bonfiglio Fan.
Não seria mais estratégico, então, agrupar os conteúdos semelhantes?


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