Globo inicia trabalhos de novela das seis

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A Globo dá a largada nos trabalhos de sua nova novela das seis, “Lá Na Minha Terra”, protagonizada por Daniel de Oliveira, Dira Paes e Mateus Solano. O folhetim assinado por Mário Teixeira tem previsão de estreia para novembro, em lugar de “A Nobreza do Amor”.

A primeira reunião de elenco foi publicada pela conta da Globo nas mídias sociais, com um vídeo de aproximadamente dois minutos. O novo enredo vai na mesma linha, por exemplo de “No Rancho Fundo” (2024), desenvolvida pelo mesmo dramaturgo.

Realidade de consumo é diferente

A emissora precisa entender que os números dos dias atuais não são os mesmos daquele momento em que ela estava praticamente sozinha no mercado e não havia outras distrações para quem fica em casa.

Além disso, é preciso tomar muito cuidado para que as obras não fiquem pasteurizadas. Em uma produção de escala industrial, é necessário que cada novelista imprima sua marca, isso é ponto pacificado. O grande problema é quando aparece uma abordagem rasa, ou o enredo fica dando voltas e mais voltas.

Teixeira precisa se reinventar

Essa será a terceira novela de Mário Teixeira na década, com uma estrutura muito similar a seus últimos dois trabalhos. “Lá Na Minha Terra” vai falar de emigração, o eixo de protagonismo sai do Nordeste para tentar uma vida melhor em São Paulo. Mas, a principal motivação da protagonista é encontrar o marido, que fugiu de casa.

Ali acontece uma série de outras coisas e ela acaba encantada por outro homem, com quem se envolve e o relacionamento culmina em enlace matrimonial. O puro folhetim, mas que se for mal desenvolvido pode se parecer com outras novelas dessa mesma faixa.

Além disso, generalizar personagens e conflitos é uma forma de subestimar a capacidade do público de compreender um enredo. Heróis não precisam ser excessivamente crédulos, assim como vilões não podem carregar características pouco convincentes apenas para cumprir uma função narrativa.

Saiba mais sobre a novela

A próxima novela das seis é uma fábula contemporânea do universo mítico que caracteriza de Teixeira em suas últimas produções. A trama acompanha a jornada de Rosenda (Dira Paes), uma mulher que desafia o destino para reconstruir sua família e reencontrar o próprio caminho. Há pouco mais de 15 anos, o marido de Rosenda, Severino (Daniel de Oliveira), partiu para a capital paulista com a promessa de conseguir dar uma vida melhor para todos, mas nunca mais voltou.

Na pacata Lavra Seca, cidade fictícia do Nordeste, ficaram a esposa e seus filhos, Lina (Arianne Botelho), Damaso (Miguel Rômulo), Brícia (Jéssica Marques), Dodô (Vicenthe Delgado) e Águeda (Carol Pinheiro). Mesmo após tanto tempo de sua partida, Rosenda não perdeu as esperanças de reencontrá-lo e descobrir as respostas para tantas perguntas que a perseguem. Será que ainda está vivo? E, se estiver, por que não retornou até agora? De sol a sol, Rosenda criou os filhos sozinha, com ternura e muito sacrifício, enfrentando as dificuldades que assolam o lugar onde vivem. Mulher digna, ela ainda se considera casada com Severino e honra esse vínculo, a ponto de guardar um lugar à mesa para o dia em que ele aparecer.

A principal fonte de renda da família é uma pequena criação de cabras que possui nas terras arrendadas do poderoso Almerindo Mourão (Mateus Solano), fazendeiro viúvo e completamente apaixonado por Rosenda. Ela até gosta dos cortejos que recebe, e, no fundo, ama Almerindo, mas coloca acima de tudo o respeito e a devoção pelo homem com quem se casou. Enquanto isso, a quilômetros dali, Severino agora se chama Cesário e esbanja luxos e prazeres ao lado da esposa Ismália (Camila Morgado) e de Alice (Giulia Benite), a filha que teve com ela. Sua nova vida começou ao cruzar os portões de uma luxuosa mansão em um bairro nobre de São Paulo, onde foi trabalhar como jardineiro.

Herdeira de pais riquíssimos, Ismália se encantou pelo funcionário, que não demorou muito para se render ao seu charme e, principalmente, às novas possibilidades que se apresentavam. O simples retirante se tornou um ambicioso empresário, que agora passa os dias enfurnado em seu escritório na Nova Faria Lima, sem nunca ter decidido se separar legalmente de Rosenda, ou ao menos dar notícias. O ponto de partida da trama acontece quando ela decide tomar as rédeas dessa história e ir atrás do paradeiro do marido sumido.

O último trabalho dos protagonistas

Antes de embarcar no universo criado por Teixeira, o trio de protagonistas vem de lugares muito diferentes. Recém saído de “Coração Acelerado” (2026), o mineiro Daniel de Oliveira volta para a faixa das seis como um vilão. Sem tempo de descanso, ele praticamente emenda o Alaorzinho em sua nova personagem, aqui batizada de Severino.

Quem também não tem muito tempo de descanso é a paraense Dira Paes, vista recentemente em “Três Graças” (2025), como a Lígia, mãe da protagonista defendida por Sophie Charlotte.

A pessoa que teve uma janela maior fora do ar é o brasiliense Matheus Solano, que volta para o horário das seis depois de um papel importante na releitura de “Elas Por Elas” (2023), onde era Jonas, marido da vilã Helena, defendida por Isabel Teixeira.


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