“O Que A Vida Me Roubou” tem pior audiência da faixa

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A segunda faixa de novelas mexicanas registra audiência decrescente, com baixo rendimento nas duas semanas iniciais da reprise de “O Que A Vida Me Roubou” (2013), resgatada para manter os números dessa janela. O folhetim, entretanto, encontra resistência e tem a pior audiência desde o retorno das novelas para o fim de tarde.

O enredo soma apenas 2,63 pontos de média, isso representa uma queda de 10,85% em relação ao tiro inicial observado pela reapresentação de “Sortilégio” (2009), exibida antes nessa faixa.

A emissora tem onde se apoiar?

Quase que diariamente, trazemos aqui dados e informações sobre audiência e programas da emissora. Falta quase tudo ao canal, mas o principal é um desenho de grade onde seus produtos de maior potencial sejam valorizados, efetivamente. Algo efetivamente caro em grandes redes de televisão é planejamento, artigo aparentemente em falta no sinal aberto da empresa liderada pela família Abravanel.

Isso quer dizer que não adianta criar uma faixa de novelas e deixar ela jogada, sem maiores trabalhos. O espaço anterior, por exemplo, é mal cuidado e tem o “Fofocalizando” atirado aos leões, contra uma faixa consolidada da oponente direta.

Vale mais falar de si mesma, ou nesse caso das novelas mexicanas, que são um ativo importante do canal, do que ficar repercutindo, por exemplo, os acontecimentos de “Quem Ama Cuida”. Além disso, quando não se tem exclusividade de informações, é melhor atuar na autopromoção de novelas da grade em relação a ficar requentando fofoca alheia, sem adicionar elementos e promover discussões vazias.

Horário foi criado no desespero

A faixa de novelas foi recriada em setembro do ano passado, para ajudar no lançamento do “Aqui Agora”, que sequer existe mais. O espaço de dramaturgia foi amplamente sabotado e apenas nesse título de retorno deixou de ir ao ar em onze oportunidades.

O canal é detentor dos direitos da UEFA Champions League, que causa uma enorme bagunça na grade vespertina, com a antecipação do programa de fofocas e o constante cancelamento das novelas. Isso não combina com a realidade do canal, cuja audiência sempre foi baseada em dramaturgia mexicana e entretenimento, mais precisamente os shows de auditório dominicais.

A média dessa primeira história, já reprisada outras vezes foi de apenas 2,83 pontos. Desempenho baixo, mas que conversa bem com a atual realidade da emissora. O canal tem problemas de se impor, até mesmo na disputa pelo público contra o “Brasil Urgente”.


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