Um alinhamento incomum fez com que dois grandes clubes cariocas fiquem sem treinador ao mesmo tempo no primeiro escalão do futebol brasileiro, algo que acontece muito pouco por aqui, mesmo com a inconstância de trabalhos e a iminência de demissões constantes nas duas primeiras divisões nacionais.
Fluminense e Botafogo demitem seus técnicos praticamente ao mesmo tempo, quase que na mesma semana. Quem demite pensa que tem alguma coisa errada, isso é um fato consolidado. Mas, vale se atentar para a média de trabalho no Brasil. Por aqui, um técnico fica aproximadamente seis meses em seu cargo. Isso aconteceu com Luís Zubeldia no Fluminense, mas Franclim Carvalho não teve a mesma sorte no coirmão do charmoso Estado da Guanabara.
Argentino ficou quase um ano no tricolor
O trabalho de Zubeldia durou onze meses, quase o dobro do tempo médio no país. Aliás, o Fluminense é quem mais dá tempo aos seus profissionais, mas a sequência negativa de resultados tirou o argentino da casamata antes de completar um ano na equipe. A passagem chega ao fim com 58% de aproveitamento, em 57 jogos disputados desde setembro do ano passado.
Antes de chegar ao Rio de Janeiro, o treinador teve uma passagem pelo São Paulo, onde permaneceu pouco mais de um ano, com aproveitamento ligeiramente inferior (55%), como apontam informações consolidadas.
Carvalho, o breve
Carvalho, por sua vez, teve o mesmo tempo de trabalho de um dos seus antecessores, o italiano Davide Ancelotti. Foram cinco meses para ambos, o assistente técnico de Artur Jorge no título da Conmebol Libertadores, inclusive, teve um aproveitamento ligeiramente menor em relação ao filho de Carlo Ancelotti (56% x 57%).
O português supera, apenas, seu antecessor direto. O argentino Martin Anselmi teve 18 jogos, em três meses e um aproveitamento de apenas 43%, pelo que aponta o histórico recente da instituição.
Últimos brasileiros nesses dois times
O Fluminense contou com o trabalho de Renato Portaluppi antes do argentino, durante seis meses do ano e com um aproveitamento de 57% em 42 partidas disputadas. No caso do Botafogo, é preciso voltar para novembro de 2023, para se deparar com os números de Tiago Nunes. Em três meses de trabalho, foram quinze jogos disputados e um aproveitamento de 42%


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