O Grupo Globo comete pelo menos um grande erro na cobertura das despedidas de Glória Menezes e Laura Cardoso, em seu site de entretenimento que faz cobertura de novelas e programas de entretenimento.
A empresa fluminense atribuiu, por exemplo, uma personagem inexistente em “Senhora do Destino” (2004), para Cardoso. A veterana foi creditada como a mãe de Nazaré Tedesco (Adriana Esteves | Renata Sorrah).
Informação falsa segue no ar
O site de entretenimento da líder de audiência afirma que ela viveu Luzitana Tedesco, que sequer aparece na sinopse desse universo criado pelo novelista Aguinaldo Silva, responsável pelo folhetim. Menezes sim, teve uma personagem fixa na produção, onde viveu Laura Correia de Andrade e Couto, a Baronesa de Bonsucesso.
Na época, Laura tinha recém saído de “Chocolate Com Pimenta” (2003), que teve seu último capítulo exibido em 7 de maio de 2004. A produção das oito, estreou no mês seguinte, o que inviabilizaria a sua participação, mesmo na fase inicial.
Naquele período, começou a se preparar para “Como Uma Onda”, estreada em novembro de 2004. Não haveria tempo hábil para uma participação. Com a hipótese que a preparação começasse em julho. não haveria como ela “dobrar” seus trabalhos e surgir, do mais absoluto nada em uma participação especial no horário nobre.
O risco de inteligência artificial, ou de não conhecer a própria história
Aqui, há dois cenários. Num deles, quem preparou o texto é um estagiário que pode não lembrar de novelas do começo dos anos 2000. Mas, quem revisa esse material e principalmente tem acesso ao arquivo da emissora, não pode deixar isso passar. O outro é ainda mais perigoso, quando a maior empresa de comunicação confia, exclusivamente em inteligência artificial para um texto como esse.
O canal pode, mesmo, ter um desses dois cenários. O mais perigoso, por razões óbvias é o segundo. Quem preserva a história da televisão, seja ela qual for, são as pessoas. Porque as pessoas fazem a televisão.
Usar uma IA para organizar a rotina, é uma coisa. Confiar 100% nela como publisher de conteúdo, de qualquer espaço jornalístico, é muito perigoso. A inteligência artificial é um repetidor de ocorrências, que vai compilar qualquer coisa, de maneira mais rudimentar. Sem uma curadoria de um ser humano, nada funciona como se deve.
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