Morre a atriz Glória Menezes

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A dramaturgia brasileira se enluta mais uma vez. A atriz gaúcha Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos de idade. 

O dia já estava sombrio, porque mais cedo o país perdeu outra dama do teatro e da televisão, Laura Cardoso, aos 98 anos. Agora, no fim de tarde, a cena cultural nacional toma esse outro duro golpe, com a passagem de outra dama da televisão e do teatro.

Quarenta novelas na carreira

A atriz iniciou a carreira na televisão ainda no fim dos anos 1950 e ganhou projeção nacional em ‘2-5499 Ocupado’ (1963), a primeira telenovela diária brasileira, produzida pela TV Excelsior. Logo depois, esteve em “As Minas de Prata” (1966) e “O Grande Segredo” (1967), antes de chegar a TV Globo.

Menezes é um dos principais nomes da dramaturgia nacional, lembrada por tipos icônicos em sua carreira vitoriosa. Na emissora dos Marinho, estreou em “Sangue E Areia” (1967), para a faixa das oito.

Casamento e vida com Tarcísio Meira

Por décadas, o grande referencial de casal do mundo artístico foi a dupla Glória e Tarcísio. Antes de migrarem, fizeram parte da história, ao protagonizarem o primeiro enredo diário da televisão brasileira. A identificação do público com os dois era forte, quase que imediata.

Tanto é verdade, que a Globo desenvolveu um programa especial para os dois: Em “Tarcísio E Glória” (1988), eles eram Ava e Bruno. O programa teve uma temporada e já foi reprisado pelo Canal VIVA.

Os dois formaram um dos casais mais celebrados da mídia brasileira, a parceria da vida foi para as telas novamente em “Torre de Babel” (1998) e “Páginas da Vida” (2006), com 28 e 36 anos de distância da versão original de “Irmãos Coragem” (1970), escrita por Janete Clair.

Maior vilã da carreira

Menezes viveu uma das maiores vilãs da dramaturgia nacional, quando aceitou o convite do autor Silvio De Abreu para interpretar Laura Albuquerque Figueroa, a Laurinha Figueroa, em “Rainha da Sucata” (1990), recentemente revista em “Vale A Pena Ver de Novo”. O papel marcou a volta dela ao horário nobre, depois de seis anos.

Trabalhos mais recentes

A carreira da atriz foi bastante movimentada, mas resolveu desacelerar na virada do milênio. Esteve no elenco de “O Beijo Do Vampiro” (2002), “Senhora do Destino” (2004), essas obras completas. Fez uma participação afetuosa em “Páginas da Vida” (2006) e logo depois encarou uma personagem densa em “A Favorita” (2008). O seu mais recente trabalho foi como Stelinha em “Totalmente Demais” (2015).

Onze anos longe da televisão

Ao todo, foram onze anos longe da televisão. Menezes se aposentou após participar da novela das sete, mas sempre aparecia nas mídias sociais e por meio das atualizações feitas por Tarcísio Pereira de Magalhães Filho, o Tarcisinho, que seguiu a carreira artística dos pais.

Sempre espirituosa e com afeto, a atriz aparecia nas mídias sociais. E por vezes acompanhando o filho em peças de teatro, uma de suas maiores paixões. Esse período onde esteve afastada da atuação jamais quis dizer que ela deixou de amar o que fez por quase seis décadas.

Legado na atuação.

O grande legado de Magalhães é a paixão. Seja ela por onde for, apaixone-se. E nesse caso, o grande amor da atriz era seu ofício. Para ver bem quem é Glória Menezes em cena, recomenda-se ver seus trabalhos na já citada “Rainha da Sucata” e também em “Torre de Babel” (1998), onde atuou ao lado de Meira, também como um casal.

A atriz enche a tela, deve ser celebrada. Inclusive nos trabalhos onde as personagens tiveram participações menores. Ela foi uma encantadora Júlia, que queria descobrir os segredos por trás da série de crimes em “A Próxima Vítima” (1995).

Quem ama dramaturgia deve reverenciar um dos maiores nomes da atuação, assim como no caso de Laura Cardoso.

>> Com informações do site de notícias G1 Rio de Janeiro


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