O espaço mais relevante do cinema na grade diária da maior emissora de televisão brasileira definha, mês a mês, como demonstram informações consolidadas de audiência.
A exibição da “Sessão Da Tarde” segue desidratando na medida em que os meses passam, porque a emissora não consegue chamar a atenção do público ou mesmo segurar os números conquistados pela novela que a antecede. Na sétima parcial do ano, por exemplo, teve apenas 8,99 pontos de média mensal, com quinze exibições.
Não sobe nem com a concorrência nula
O desinteresse do público pelos filmes parece uma construção histórica, contada mês a mês pelo menos desde o começo do ano. Entre janeiro e julho, por exemplo, a atração acumula apenas 9,12 pontos de média. A audiência é baixa, mas suficiente considerando que a reprise de “Jesus” e o “Fofocalizando” não conseguem sequer chegar perto desse número.
A liderança nesse caso é mais culposa do que qualquer outra coisa. Por pior que seja a escalação do algorítimo, o canal não perde o primeiro posto. Ao longo do ano, em sete meses, foram exibidos 121 filmes.
Clássicos podem não surtir efeito
Por melhor que seja o banco de enredos da Globo, o público parece rejeitar fortemente a mais tradicional janela da televisão brasileira, em exibição diária. E não é nenhum caso de fenômeno das demais redes, mas simplesmente as pessoas ignoram a existência da sessão, prejudicando, indiretamente, a performance da reprise de “Avenida Brasil”, mesmo com a adição de um boletim de jornalismo local, justamente para proteger a novela.
Franquias de sucesso como “Velozes E Furiosos” (2001) e clássicos da faixa, como “Meninas Malvadas” (2004) e “As Branquelas” (2004) não conseguem responder de forma positiva.
Entretanto, esses títulos não são tão utilizados. Na maior parte das vezes, filmes com emoção e superação dominam a janela, justamente para tentar tirar a plateia habitual da faixa de novelas da RECORD. Isso acontece, efetivamente, quando as escalações deviam dialogar com as novelas exibidas na grade. A prática mostra que os filmes são o recheio do sanduíche de novelas.
Enquanto a Globo continuar liderando com relativa folga, a pressão para reformular a faixa tende a permanecer baixa. Agora, um tanto indigesto ao público. Uma hora, a atração vai subir efetivamente?


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