O jornalismo do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) passou por uma senhora saia justa na manhã desta quarta-feira (12), depois que o canal divulgou uma informação falsa durante o telejornal popular “Se Liga Brasil”
Horas depois, entretanto, a emissora corrigiu a informação durante a edição local do também popular “Primeiro Impacto”, entre o fim da manhã e o começo da tarde.
Qual é o caso?
A apuração inicial dava conta de que um policial estaria envolvido em um sequestro. O dado foi repassado pelo âncora Darlisson Dutra, dentro do informativo matinal da rede. Ele estava baseado na apuração da emissora, enquanto lia informações em um aparelho celular durante a ancoragem do telejornal popular. Para ver o vídeo do momento, clique aqui
Horas depois, um dos primeiros assuntos abordados por Daniele Brandi foi uma correção em relação a esse assunto. A Secretaria de Segurança Pública entrou em contato com o canal, solicitando a correção da informação dada no começo da manhã. Para ver o momento em que a correção foi ao ar, clique aqui
Quem erra, faz bem em se retratar
Errar uma informação pode acontecer com qualquer um. O que é pouco usual, em tempos de mídias sociais, é a correção. Ainda que uma mensagem possa ser mais vista do que a outra, é importante que se faça a correção, quando se comete um erro importante como esse, divulgado pela terceira maior emissora do país.
Cabe aqui o registro que o jornalismo popular toma conta da programação por muito tempo, com as exibições de programas como “Se Liga Brasil”, “Primeiro Impacto” e “Primeiro Impacto | SP”, com aproximadamente sete horas. até a entrada do seriado infantil mexicano “Chaves”.
SBT precisa encontrar equilíbrio editorial
A maratona de jornalismo popular é exaustiva, tanto para quem se envolve na produção desses noticiários, quanto para o público. O ideal seria encontrar um ponto de equilíbrio. Nem tanto ao que se faz no “Primeira Edição” de Luara Castilho e exibido pelo SBT NEWS, que é puramente baseado em editorias como política e economia, tampouco o formato puramente popular, mais suscetível a erros como esse.
O ponto certo precisa ser encontrado por qualquer desafiante de mercado. Para se ter uma ideia, até mesmo o “Fala Brasil”, exibido pela RECORD, parece ter deixado sua essência nos últimos tempos e ido mais para o lado de notícias policiais, com roubos, assaltos e flagrantes.
Definitivamente, não precisa ser dessa maneira.
>> Com informações e vídeos captados pelo perfil Toninho AD, vinculado ao site Alta Definição


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