A RECORD não desiste de emplacar um novo programa dominical em uma linha parecida com a do “Acerte Ou Caia”, isso quer dizer que a rede procura um formato de conhecimentos gerais para a faixa do começo de tarde. O canal tem a ideia de entrar de vez na disputa por público, escanteando mais uma vez o “Cine Maior”.
O primeiro movimento nessa linha não funcionou e o “Boom” saiu de cena com 4,00 pontos de média, performance similar aos filmes que ocupavam essa janela antes de sua estreia. A rede pretende reforçar ainda mais seu começo de tarde, para brigar com o “Domingo Legal” e impulsionar o desempenho do outro formato, já consolidado e garantido na programação do próximo ano.
Problema antigo na grade
A emissora não consegue emplacar nada próprio desde o cancelamento do “Domingo Show” (2014 – 2020), que ficou por seis anos no ar, com bons índices de audiência e vencendo até mesmo o “Esquenta” (2011 – 2017). O formato teve seu auge nos primeiros anos, com a condução de Geraldo Luís do Sacramento. Pouco antes da pandemia, a atração foi reformulada e entregue a Sabrina Sato Rahal, mas não teve vida longa.
O grande sintoma de crise, entretanto, surgiu anos antes com o cancelamento do “Tudo É Possível” (2004 – 2012), marca consolidada que ficou aos cuidados de Ana Lúcia Hickmann por três temporadas, quando Eliana Michaelichen Bezerra deixou o elenco da emissora no ano de 2009.
Último tiro na água
A emissora tentou voltar para o jogo nesse dia da semana há dois anos, ao lançar o “Domingo RECORD”, que misturava entretenimento e jornalismo. O comando era da jornalista Rachel Sheherazade Barbosa, depois de uma passagem por “A Fazenda”. O programa não funcionou, nem com uma coisa e tampouco com a outra.
O vespertino se despediu em dezembro de 2024, com apenas 2,82 pontos de média geral, em dezenove edições exibidas. Curiosamente, a atração estreou no mesmo dia que o “Acerte Ou Caia”, única atração remanescente daquela reformulação promovida pela empresa sediada na Barra Funda.
A RECORD tenta voltar aos seus dias de glória nesse dia da semana, mas ainda não achou algo que seja necessariamente forte e consistente para retornar ao ringue nesse espaço tão valorizado, por falar com o chamado “público familiar”.
>> Com informações do jornalista Gabriel de Oliveira, em sua coluna Canal D, publicada pelo jornal O Dia


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