O SBT vai lançar uma nova faixa de novelas, em seu horário vespertino, com os produtos nacionais de sua dramaturgia.
A emissora paulista aposta nesses enredos para se manter distante da Band e tentar alguma aproximação diante do “Balanço Geral”, comandado por Eleandro Passaia. O canal tem atualmente duas janelas vespertinas, mas nenhuma delas para suas novelas nacionais.
Última tentativa não deu certo
Há quatro anos, o canal lançou de uma vez três novelas na faixa do meio-dia, com as reprises de “Carrossel” (2012), “Esmeralda” (2004) e a exibição inédita de “Paixões de Gavillanes”. A obra estrangeira foi tirada do ar sem qualquer cerimônia, três dias depois da estreia, no melhor estilo SBT.
A dobradinha de novelas no almoço deu resultado, mas logo perdeu espaço. Reprises foram ceifadas, para que o jornalismo popular retomasse o espaço. A emissora nunca conseguiu ser efetivamente competitiva nessa faixa de grade, duelando diariamente com os programas esportivos da Band.
Título ainda não escolhido
A emissora ainda não sabe quem vai entrar nessa nova faixa, mas deve servir para uma dobradinha com “A Desalmada”, folhetim mexicano que entrou em cartaz recentemente.
O canal deve agrupar produtos similares, isso pode ajudar na média das duas produções. Recentemente, novelas como “Pequena Travessa” (2002) e “Cristal” (2006) ganharam reprises na extinta faixa do almoço A trama sobre moda, inclusive, é um dos bons enredos para ser revisto, uma vez que sua última reapresentação foi encerrada de maneira abrupta.
Além delas, aparece a sempre lembrada “Pérola Negra” (1998), exibida em quatro oportunidades na programação do canal paulista, com sua mais recente reapresentação finalizada em 11 de dezembro de 2015.
Finalmente alguém pensou?
A estratégia de agrupar produtos similares sempre deu certo. Ainda mais com uma dobradinha de novelas, como o próprio canal dos Abravanel cansou de fazer. Talvez, essa faixa planejada para as 14h00 ajude na construção de público e assim os folhetins consigam fazer alguma sombra para a concorrente.
O simples também é belo e pode ser muito funcional. A ver quais serão os primeiros resultados desse movimento, que tem sido discutido internamente.
>> Com informações do jornalista Gabriel de Oliveira, em sua coluna Canal D, publicada pelo jornal O Dia


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