O programa “SBT Cidades” faz uma semana de estreia promissora, isso porque o formato liderado por Rodrigo Bocardi de Moura e Érica Reis teve 3,04 pontos de média em suas cinco primeiras edições, como demonstram dados consolidados.
A atração supera, assim, as cinco primeiras edições do “Aqui Agora”, seu antecessor direto na abertura do horário nobre. O canal, entretanto, ainda não consegue se livrar do fantasma de sua eterna concorrente direta, a Band, muito mais tradicional quando o assunto é jornalismo na faixa do fim de tarde.
Mais audiência, porém com problema editorial
As cinco primeiras edições do formato registram um crescimento de 14,28% em relação ao mesmo período do antecessor. O formato, entretanto tem um problema editorial e de espelho. Inicialmente local, o programa se transforma em nacional na sua última meia hora e a decisão não tem sentido, pelo menos com o desenho consolidado pelas concorrentes diretas.
O canal tem um duelo dos mais aguerridos contra o “Brasil Urgente” e “Jornal da Band”, marcas consolidadas na faixa há aproximadamente duas décadas.
Pelo que demonstram os números consolidados, a reação ainda parece algo circunstancial. Para acompanhar esse movimento em modo de consolidação, será necessário um recorte ainda maior do programa, que precisa resolver suas arestas editoriais, se aproveitar da capilaridade do canal e ainda da expertise do canal de notícias da companhia.
Alta rotatividade no horário
O SBT não consegue emplacar uma grade com jornalismo nessa faixa há pelo menos dois anos, quando optou por rebaixar as novelas mexicanas e lançar o “Tá Na Hora” em sua primeira versão. A emissora apostou em Marcos Paulo Ribeiro de Morais e Maria Christina Lima Correia da Rocha, mas sem sucesso. Depois, uma série de mudanças e até mesmo José Luiz Datena foi contratado, mas não deu certo.
Em seguida, a tábua de salvação mudou de nome. A quarta versão do “Aqui Agora” teve incontáveis formas, rebaixamentos, desgastes e acabou também saindo de cena, mais precisamente depois de 252 edições e aproximadamente um ano no ar. Uma faixa de novelas foi lançada, mas sem o efeito desejado.
A reprise de “Coração Indomável” foi posicionada para beneficiar o jornalismo, mas a história acabou violada, sem conseguir se impor diante da Band.
Vai sobrar alguma coisa?
O grande questionamento desse novo padrão de jornalismo acontece quando se faz o levantamento histórico. Será que a atração liderada por Moura e Reis vai ultrapassar o tempo de produção dos seus dois antecessores?
A rede precisa, mesmo, se firmar em algum tipo de jornalismo. Talvez, essa seja a oportunidade de usar a estrutura do setor, que já serve de base para o canal de notícias.
Vão ter a paciência necessária, ou as coisas podem mudar em menos de cinco segundos? As respostas serão dadas apenas no futuro, porque tudo é muito dinâmico na Anhanguera.


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