“Meu Coração É Teu” perde público no SBT

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A segunda reprise da novela “Meu Coração É Teu” termina em baixa, perde público em relação a antecessora e praticamente ‘anda de lado’. O folhetim de comédia familiar teve 2,42 pontos de média geral, em uma exibição de 117 capítulos.

O canal não consegue crescer em relação a antecessora, perdeu público, como demonstram os dados consolidados. Houve uma queda de 8,33% se forem comparados os dados das exibições completas dela e de “Rubi” (2004), produção responsável pelo resgate do horário.

Substituição sem sentido

Para o lugar de uma comédia, a emissora selecionou uma história mais pesada. A reprise atual faria mais sentido recebendo do enredo liderado por Bárbara Mori, porque conversa melhor com uma plateia acostumada a enredos mais densos, com vinganças, assassinatos e derivados.

As escolhas mais recentes do canal, assim como a constante troca de grade mostram que a rede passa por um problema muito maior que baixos índices de audiência. O problema se transforma, aos poucos, em crise de identidade e paulatinamente pode minar a confiança do mercado na emissora gestada pela família Abravanel.

Em casa que falta pão, todo mundo briga e ninguém tem razão

Para entender um dos motivos dessa queda de audiência, é necessário recorrer ao histórico. Essa primeira faixa de novelas foi recriada como ponto de apoio do “Alô Você” (2025-2026), que já nem existe mais. A ideia era espelhar a estratégia da concorrente, justamente com um telejornal popular antecedendo uma faixa de novelas.

O problema do canal é muito maior do que parece, porque falta identidade, constância e uma linha de programação que a acompanhe por mais de seis meses.

Esse diagnóstico não foi feito com base em achismo. A alta rotatividade dessas duas faixas nos últimos anos evidencia a falta de planejamento do canal. Isso culmina, em baixo rendimento para aquela que é uma das bandeiras da rede, pelo menos desde seus anos iniciais em funcionamento.  A primeira faixa de novelas, antes, era exibida ás 13h45, com as exibições de “A Usurpadora” (1998) e “Maria do Bairro” (1994).

O movimento seguinte foi colocar essas novelas um pouco mais tarde, disputando público com um espaço de dramaturgia da Globo que tem quase cinco anos no ar. Uma decisão pouco inteligente, para usar um português mais rebuscado e arguto.

No fim, ninguém se entende

A grade desse miolo vespertino sempre foi um problema. É justamente onde a RECORD dispara no duelo pelo público. Nos últimos anos não houve pensamento estrutural, apenas projetos pontuais que não conseguiram responder editorialmente, tampouco em audiência. O bode na sala, dessa vez, é o seriado “Chaves”.

Em outros tempos, a comédia funcionou como coringa. Agora, depois de um telejornal popular e imediatamente antes de uma novela com temática complexa, a atração liderada por Roberto Gomez Bolaños parece avulsa. Um espasmo de tentativa para voltar aos dias gloriosos. Mas, não se vive mais os anos 1990, onde o comediante despachou o “Mais Você” para a faixa matinal.

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