A exibição da novela turca “Guerra das Rosas” registra baixa audiência, especialmente em comparação aos números de sua antecessora. Com vinte semanas no ar, o folhetim marca 1,32 ponto de média.
O canal não consegue traduzir o bom rendimento do “Jornal Da Band” para sua faixa de novelas, pelo menos é o que demonstram dados consolidados. A emissora tem um enorme potencial, colocou de novo histórias estrangeiras para suceder a maior audiência da casa e isso foi um acerto estratégico.
Menos público que a antecessora
Esse espaço de novelas existe há quase dois anos. Para se ter uma ideia, a atual exibição conseguiu fazer a faixa nobre retroceder em 5,71% se forem comparados os dados do atual cartaz com “Cidade Cruel”, exibida imediatamente antes no horário nobre.
A faixa de novelas, entretanto, deve seguir no ar com outros dois títulos já adquiridos pela emissora paulista. O desenho futuro projeta que esse espaço de dramaturgia chegue a rivalizar com o horário nobre de sua concorrente direta pela medalha de bronze.
Novelas em “marcha soldado”
O horário nobre recebe produções de dramaturgia desde a exibição inédita de “Beleza Fatal”, produção nacional feita pela Discovery.
Na primeira incursão de dramaturgia nesse horário, onde o espaço nobre estava fragmentado com outros três tipos de novela, a rede conseguia médias maiores, na casa dos 3,xx de média. Isso acontecia, muito, pelo teto maior de consumo na década passada.
Agora, o piso desse tipo de produção, no canal do Morumbi, é de 1,0 ponto. O teto, aparentemente, não vai muito além do dobro disso. Não é invencionice. Apenas leituras, com base nos dados consolidados do último ano e meio, recorte do tempo em que o canal voltou a apostar em novelas.
O canal tem menos plateia em potencial do que os números possíveis para “Faustão Na Band”, mas ainda assim sustentável. Esses dados falam muito mais do que “deu audiência”, ou “é um fracasso”, mostram uma mudança no comportamento do público e por vezes também no perfil de audiência.


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