O mercado de mídia esportiva tem se especializado em fabricar novelas, pelo menos é isso que acontece com a comercialização dos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o próximo ciclo na televisão brasileira.
A única certeza, nesse assunto, é a permanência da Globo, atual detentora da competição. Mas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) gostou do modelo de pulverização dos direitos com atenções voltadas agora para as desafiantes de mercado. Por isso, emissoras como RECORD e SBT passam a disputar um pacote menor do torneio.
Nos meios pagos, tudo pode acontecer, ou nada.
A segunda parte dessa novela pode ter uma reviravolta digna de clássicos como “Por Amor” (1997), ou ser tão insossa como o fim daquelas novelas insuportáveis, das quais nem recordemos o nome. Isso porque, aqui há uma briga diferente também.
O único garantido é o SporTV. A história pode ter um fim manjado, caso fique novamente com o Prime Vídeo. Ou um plot twist, caso pare nas mãos da Disney (ESPN), ou SkyDance (Paramount), empresas que até então estavam alijadas do processo.
CBF quer “dividir para conquistar”
A fragmentação é uma tendência nessas negociações de mídia esportiva. O modelo de “porteira fechada” ainda existe, mas pode cair em desuso de uma vez por todas. Aparentemente, a ideia é similar ao que aconteceu com a Bundesliga por aqui.
Caso a ESPN retorne, por exemplo, será a volta depois de um hiato de mais de uma década no conglomerado estadunidense. As coisas podem mudar, literalmente, em um segundo.
A demora nesse anúncio se deve inclusive por esses convites aos demais players. Assim é correto, onde acontece um processo de “concorrência”.
Era uma vez o patinho feio
A Copa do Brasil já foi um torneio andarilho, que passa de emissora em emissora. Em um determinado momento da história, o torneio passou por Manchete e SBT, quando a Globo nem tinha intenções de comprar a competição. Depois de alguns anos exclusiva na empresa de Senor Abravanel, onde fez com que a líder suasse frio, o campeonato foi, finalmente, adquirido pela líder de audiência.
No primeiro ano, a competição foi compartilhada com a então concorrente. Depois, em regime de exclusividade e sublicenciamento, já com outras empresas. A Copa do Brasil vira um produto premium, com a potencial pulverização.
Esse modelo de negociação pode elevar seu valor comercial e disparar em alcance, ainda que permaneça no conglomerado líder de audiência.
>> Com informações do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna Canal Um


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