Por que RECORD não reprisa “Amor E Intrigas”?

|

|

A RECORD erra ao não apostar em uma segunda reprise da novela “Amor E Intrigas” (2007), história com apelo popular e que seria extremamente capaz de conseguir reter a plateia que acompanha o “Balanço Geral”. 

O canal parece querer esquecer a própria história, pelo menos dos onze anos em que ficou conhecida como segunda maior produtora de entretenimento do país. As escolhas de programação nos últimos quatro anos evidenciam essa movimentação pró-bíblicas.

Primeira reprise funcionou

A emissora resgatou o título nove anos depois de sua produção, justamente na primeira faixa, exibida em sequência do “Balanço Geral”, então liderado pelo jornalista Reinaldo Gottino. O enredo combina, justamente, por conversar com quem acompanha esse formato.

O folhetim marcou 6,79 pontos de média geral, justamente como substituta de “Prova de Amor” (2005), como segunda produção desse horário. Essa exibição foi contada em 221 capítulos, num momento em que a grade vespertina do canal tinha maior engajamento.

A obra teve como companheira de grade a primeira reprise de “Chamas da Vida” (2008), no extinto segundo horário de novelas da tarde.

O repeteco recebia nas alturas do quadro “A Hora da Venenosa” e conseguiu se manter em alta, em um momento de maior consumo dessa faixa. Hoje, caso conseguisse marcar entre quatro e cinco pontos, poderia ser considerada o maior fenômeno dos últimos anos.

A média geral, inclusive, foi superior ao primeiro enredo reprisado. Depois, foi superada por “Bela A Feia” (2009), “A Escrava Isaura” (2004) nas suas exibições dessa faixa pós “Balanço Geral”.

Tá esperando o que pra exibir de novo, otária?

A RECORD, pelas palavras da personagem Valquíria (Renata Dominguez), estaria “bancando a otária” por não exibir a trama pela segunda vez em sua janela vespertina.

O folhetim tem plenas condições de conquistar a vice liderança contra o “Fofocalizando”, de quem foi algoz na década passada.

Sequência religiosa depõe contra as próximas escolhas

A performance irritantemente estável de “Jesus” pode depor contra uma escolha “mundana” para ser sua substituta. O folhetim ungido não só supera a trama de Isaura dos Anjos (Bianca Rinaldi), como tem mais público do que outros enredos oriundos das sagradas escrituras.

O canal ainda não escolheu quem entra no lugar da atual reprise, mas seria uma enorme surpresa ver os dramas familiares de Alice (Vanessa Gerbelli), que se apaixona por Felipe (Luciano Szafir) e precisa se desdobrar em mil versões para dar conta dos maiores desafios na trama.

História vai muito além dos protagonistas

A novela funciona, mesmo, porque não depende apenas do casal central, ou mesmo das vilanias. Entre as coadjuvantes que podem ser destacadas estão as personagens Celeste (Denise Del Vecchio), Camilo (Jonas Bloch), Anselmo (Luiz Guilherme), Silvia (Cássia Linhares) e outros tipos.

O canal erra, flagrantemente ao não resgatar esse fascinante universo em sua faixa vespertina. A autora Giselle Joras estreou na emissora com essa novela, tendo assinado outras duas produções como titular.


Publicado

em

por

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *