O empresário sul-africano Elon Reeve Musk comprou a mídia social Twitter em 2022 e meses depois mudou a marca. O processo de transição transformou a plataforma completamente, como demonstram as sucessivas alterações implementadas no algoritmo desde que assumiu o controle da empresa.
O bilionário, empresário sul-africano e com outras duas nacionalidades adicionadas (canadense e estadunidense), praticamente acabou com a magia da experiência que era usar a mídia social. O site agora apresenta conteúdos mesmo que a pessoa bloqueie determinados usuários e esse nem é o maior dos problemas.
Definitivamente, minha intenção aqui não é ser ombudsman da plataforma alheia. Nem mesmo fazer um ataque frontal a Musk. Ou fazer parecer que esse artigo é fruto de inveja, recalque ou qualquer outro sentimento que parece nortear o algoritimo do Twitter. Sim, Twitter. Todos o conhecem assim, desde que foi criado. E sempre vai ser chamado desta maneira, pelo menos por esse scriba.
Troca na política de verificação
A verificação da plataforma passou por uma série de transformações, deixando de usar critérios como relevância e tempo na plataforma. Hoje, o selo passou a ser disponibilizado principalmente por meio de assinatura paga. E assim, abre margem para que contas notadamente responsáveis pelo ecossistema de desinformação tenham maior exposição no algoritmo.
O novo desenho do site é praticamente uma maneira de empurrar usuários gratuitos para o plano pago. Além disso, há problemas na distribuição de conteúdo, especialmente para quem não tem o famoso selo azul.
Até hoje, ninguém se encontrou efetivamente
Um caminhão de contas faz uma série de publicações genéricas, sensacionalistas ou desinformativas, em busca de engajamento fácil e alcance inflado. Em muitos casos, esse processo culmina na monetização. Há quem defina essa mídia social como “a rede do mal” e não os condeno. Até consigo concordar, pelo exagerado volume de publicações vazias.
Por isso, prefiro consumir vídeos de receitas. Ali, não tem como mentir, porque se uma informação sair errada, as comidas ficam com gosto horrível.
O site que se transformou em um cabaré, ou não, porque até essas casas de entretenimento adulto aparentam ser mais organizadas que o Twitter, agoniza e só não tem sua falência oficialmente decretada, porque há quem consiga fazer disso uma “comédia trágica”.
Parte desse ambiente decorre das mudanças implementadas pela plataforma. Outra parte nasce do comportamento de quem aprendeu a explorar essas mudanças.
A mídia social mais instantânea do mundo pode ser muito bem utilizada. Mas, joga contra quem quer ser minimamente organizado. Não é ódio nem rancor, apenas a esperança de que tudo mude em um segundo, como conta o slogan daquela famosa rede noticiosa.


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