A disputa eleitoral se aproxima e com ela algumas candidaturas devem perder o ímpeto, como é o caso registrado com o jurista mineiro e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Benedito Barbosa Gomes.
O partido que abrigaria essa tentativa é o Democracia Cristã (DC – MG), nacionalmente conhecido pelas tentativas de José Maria Eymael a concorrer nos pleitos presidenciais desde a redemocratização, mais especificamente nos anos de 1998, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.
Gomes passou onze anos na Suprema Corte
A passagem de Gomes pelo STF foi de onze anos, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro mandato. Foi sucedido por Ricardo Lewandovisk em sua cadeira na suprema corte, como apontam dados consolidados.
Candidatura mingou
O magistrado foi indicado como pré-candidato, mas a legenda não tinha estrutura para se posicionar em uma disputa que deve ser polarizada entre extremos. Assim, o partido retira oficialmente o nome dele. Além disso, pouco apareceu publicamente para falar sobre seus projetos.
O ex-ministro apareceu, apenas, em uma conversa com Aécio Neves (PSDB – MG), que também já desistiu da corrida eleitoral desse ano.
Rinha interna no partido
Antes dessa movimentação de candidatura, o DC teria se articulado para lançar o ex-ministro Aldo Rebelo como nome principal de chapa. Mas, as coisas mudaram internamente. Em maio, ele foi descartado e chamou a candidatura do correligionário de clandestina.
Agora, o partido demonstra que não tem articulações suficientes para uma candidatura própria. Ainda não se sabe quem a legenda vai apoiar.
Vale recordar que no pleito ocorrido em 2022, o DC teve um desempenho módico, com apenas 0,01% dos votos, com 16.604 pessoas votando no candidato da legenda. Para se ter uma ideia, a candidata Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado (PSTU – PE) teve 0,02% na escolha popular, com 25.625 pessoas confiando nesse projeto de esquerda.
Disputa nacional tem protagonistas definidos
A disputa pelo cargo da Presidência da República tem como protagonistas Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), que busca o quarto mandato e Flávio Nantes Bolsonaro (PL-RJ), que foi “ungido” por Jair, que está inelegível e não pode concorrer.
Nenhum outro nome aparece com força para rivalizar com essas personagens protagonistas. Inclusive, há grande possibilidade de a briga eleitoral ser empurrada para um segundo turno. Para se reeleger de cara, Lula precisa de 50% + 1 dos votos válidos. Assim como Nantes, que para assumir o cargo precisa desse mesmo número mágico.
>> Com informações do jornalista Gustavo Uribe, âncora do “Bastidores CNN”


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