Globo News passa por reforma profunda

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O jornalismo do Grupo Globo passa por uma grande reforma estrutural, especialmente no canal de notícias da companhia. A marca celebra trinta anos de operação e ganha uma nova grade a partir de agosto, assumindo o espaço que era do “Jornal Nacional”.

A nova grade da Globo News desmembra a equipe de um dos matinais, enfraquecido com a aposentadoria de Leilane Neubarth do hard news. O canal faz esse movimento semanas depois que a ruiva sai de cena, com uma marca diferente no espaço das manhãs.

Camila Bonfim alça voo solo na emissora 

A grande novidade é a estreia do programa “Radar”, com o comando de Camila Bomfim de Almeida Araújo, cuja base será o berço da empresa controlada pelos Marinho. Bonfim terá seu primeiro voo solo no canal de notícias, com duas horas e meia no ar.

O formato tem ainda a participação de Fernando Nakagawa, talento contratado pelo canal junto a CNN Brasil, onde ele liderava o CNN Money e participava dos principais jornais da emissora paulista, localizada na Avenida Paulista.

Acomodação de grade

A partir de agosto, o “Em Ponto” passa a entrar mais cedo no ar, com as primeiras notícias do dia. O formato apresentado por Mônica Waldvogel e Victor Boyadjian ganha uma bancada diferente, um espaço renovado para fazer companhia ao público.

O novo desenho de grade tira tempo e uma praça do “Conexão”. A atração passa a ser ancorada em dupla, com Narayana Borges e Rafael Colombo. O formato tem duração reduzida pela metade, para tentar conferir mais dinamismo. A atração segue com o time de analistas inalterado, como Marina Fraceschini e Valdo Cruz.

Quem deve aparecer no matinal também é Raquel Porto Alegre, repórter com vasta experiência na cobertura dos bastidores políticos.

No horário em que tudo acontece

Criado em 2022, o “Globo News Mais” ganha mais protagonismo na grade vespertina. Colocado no ar para fazer um contraponto ao “CNN 360”, o programa tem espelho muito parecido com o concorrente. No comando, a âncora Julia Duailibi de Mello Santos.

As alterações e readequações são para tirar a emissora do segundo lugar. O canal precisa se mexer, mesmo, por causa da cobertura eleitoral, além da necessidade em conter a crise existencial da marca, cujo estopim foi a demissão de Daniela Lima, além disso as falhas registradas em “Estúdio I”.

>> Com informações da jornalista Mônica Bérgamo, em sua coluna na Folha de São Paulo.


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