A cena artística brasileira está em luto, isso porque o autor Benedito Ruy Barbosa morre aos 95 anos de idade. O novelista já não tinha contrato com a Globo desde o começo da década e passava os dias maratonando seus trabalhos.
Inovador e complexo, Barbosa foi essencial para a dramaturgia nacional. Entre seus muitos trabalhos, quem melhor mostrou seu potencial em termos de escrita, por estar em uma desafiante de mercado é a versão original de “Pantanal” (1990), feita pela Manchete.
A passagem foi causada por insuficiência renal crônica.
Globo tratou de trazer novelista de volta
Logo depois do fenômeno produzido pela concorrente, Barbosa foi trazido de volta e na líder de audiência desenvolveu “Renascer” (1993) e “O Rei do Gado” (1996), seguindo a mesma lógica de produção. Suas obras sempre foram mais contemplativas.
Em seguida, esteve à frente dos trabalhos de “Terra Nostra” (1999), recentemente reprisada na faixa da edição especial. Logo depois, fez “Esperança” (2002) ainda na então faixa das oito e voltou ao horário das seis, com as releituras de “Cabocla” (2004) e “Sinhá Moça” (2006).
Obra foi revisitada outras duas vezes antes da passagem
O novelista Bruno Luperi foi responsável por assinar as atualizações de “Pantanal” (2021) e “Renascer” (2024), revisitando as obras do avô. Apenas a primeira produção gerou grande e profundo impacto, por ser uma obra feita pela concorrente originalmente.
Há dois anos, a releitura da história que se passa na Bahia foi bem avaliada pela primeira fase que contou com nomes como Antônio Calloni, Duda Santos e Humberto Carrão, em atuações viscerais na trama das nove.
Última novela inédita foi há dez anos
O autor fez “Velho Chico” como seu último trabalho inédito. Barbosa veio da releitura lúdica de “Meu Pedacinho de Chão” (2014), com a responsabilidade de assinar uma novela do horário nobre quinze anos depois de ficar afastado.
Artisticamente rica, a produção entregou uma excelente personagem, por exemplo, para a atriz Selma Egrei. Entretanto, duas passagens ocorridas no meio das gravações tomaram todo o noticiário que envolveu o enredo.
Mais precisamente, os falecimentos de Domingos Montagner e Umberto Magnani aconteceram durante a obra. Inclusive, as últimas cenas da personagem Santo, protagonista do folhetim, foram feitas a partir do olhar dele, com os demais atores encarando a câmera.
>> Com informações do site de notícias G1


Deixe um comentário