O SBT vai voltar a produzir novelas três anos depois do fim de “A Caverna Encantada”, projeto feito em parceria com a Disney. Dessa vez, o canal controlado pela família Abravanel deve focar em histórias adultas, diferente do nicho explorado pela rede por doze anos.
As novas novelas serão feitas em formato de parceria. Nesse cenário é que aparece JPO Produções, com pelo menos três sinopses em análise.
A volta dos que não foram
A última novela adulta do canal foi “Amor E Revolução” (2011), assinada por Tiago Santiago e que falava sobre o período nebuloso da história brasileira. O enredo se passava durante a Ditadura Militar (1964 – 1985), com elenco liderado por Cláudio Lins e Graziella Schimitt.
O folhetim foi o primeiro a exibir um beijo entre duas mulheres na história da dramaturgia brasileira. Exibida em seguida, a novela “Corações Feridos” foi produzida dois anos antes.
Íris Abravanel segue como nome central da dramaturgia
A jornalista Íris Pássaro Abravanel é a única responsável pelas novelas na emissora. Antes de sua incursão na dramaturgia infantil, ela andou pelos enredos maduros, como o caso de “Revelação” (2009) e “Vende-Se Um Véu De Noiva” (2010).
Quinze anos depois, ela volta ao gênero tradicional de dramaturgia, com a reativação do setor naquela que é a terceira maior emissora do país.
Mais trabalho pela frente
A autora tem tudo alinhado com sua equipe, que não foi desfeita mesmo com dois anos sem produzir nada. Pelo que se sabe, deve acontecer uma parceria entre a rede e a produtora de José Paulo Vallone, para novos trabalhos em dramaturgia.
O canal aposta nesse retorno, mas deixa que ele aconteça no próximo ano, onde as novelas devem tomar maior atenção. Agora, seria colocar um novo tipo de produto no mercado em meio a Copa do Mundo FIFA e o período eleitoral.
JPO foi responsável por um sucesso da RECORD
A novela “Louca Paixão” (1999) é um dos produtos da empresa de Vallone, feita para a RECORD e estrelada por Maurício Mattar e Karina Barum, vinda de um sucesso em “Torre de Babel” (1998). O enredo, escrito por Durval Monteiro, sob pseudônimo de Yves Dumont teve 9,52 pontos de média geral na Grande São Paulo.
>> Com informações do jornalista Flávio Ricco, em sua coluna Canal Um


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