SBT repassa outra emissora própria

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O SBT deve deixar de administrar mais uma das suas emissoras próprias. Dessa vez, a rede se livra do braço gaúcho da empresa, que deve ser absorvido pelo Sistema Catarinense de Comunicação (SCC), empresa de Roberto Rogério do Amaral. 

A mudança deve ser nos mesmos moldes do que aconteceu com o antigo SBT Pará, hoje TV Norte Belém. Ou seja, a cabeça de rede deixa de administrar canais próprios, que passam para outros parceiros do projeto, caso de quem toma conta de afiliadas como a TV Norte e o SCC SBT.

Crise de audiência e falta de identificação

A crise de audiência é uma das mais flagrantes, prova disso é que a novela “A História de Joana” chegou a mínimos na noite de sábado (20), com apenas 0,28 ponto nas pesquisas em tempo real.

O canal vive ainda problemas com o jornalismo local, perdeu oportunidades de mercado e não consegue conversar de igual para igual junto ao público. A emissora, raras vezes aparece na vice liderança.

A nova administração pode ajudar o canal a se tornar mais competitivo e brigar, de fato, com a RECORD Guaíba. Não é incomum, por exemplo, que o “Se Liga Brasil” atinja traço contra o “Guaíba No Ar” de Leonardo Lara.

Antiga parceira pode assumir a “bronca” gaúcha

Com dezoito anos de filiação, o SCC é um dos mais antigos parceiros da rede dos Abravanel. Antes do contrato atual, eram uma emissora ligada a RedeTV!, mais precisamente entre os anos de 2000 e 2008.

Antes, a marca foi parceira de Silvio Santos por três anos. Entre 1997 e 2000, retomando a dobradinha oito anos depois. Além da televisão, Amaral tem um braço radiofônico importante, com as emissoras Massa FM Lages (92,1), Massa FM Serra (95,3), Rádio Clube de Lages (98,3), Nevasca FM (104,1) e Gralha FM (88,9). Além disso, a empresa administra um site de notícias catarinense, com a marca mais famosa do conglomerado.

SBT reduz estrutura própria

Nos bastidores, a negociação é vista como parte de um processo mais amplo de reorganização da rede. A estratégia passa pela redução de custos operacionais e pela valorização de grupos regionais capazes de administrar emissoras com maior proximidade dos mercados locais.

Se confirmada, a operação representará mais um capítulo da transformação estrutural vivida pelo SBT nos últimos anos, período marcado por mudanças administrativas, reformulações de programação e busca por maior competitividade frente aos concorrentes diretos.

>> Com informações do jornalista Gabriel de Oliveira, em sua coluna Canal D, publicada pelo jornal O Dia.


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