Adriana Esteves na comédia seria o refresco ideal para a carreira da atriz

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A atriz carioca Adriana Esteves Agostinho Brichta precisa de um refresco em sua carreira, isso é, deixar de lado as personagens densas que encara desde 2012 e entrar de cabeça em algo mais leve, como uma comédia, por exemplo. 

Recentemente vista em “Mania de Você” (2024) e na série “Os Outros” como Mércia e Cibele, ela precisa de um respiro. Com um bom tempo de comédia, seria ela o nome ideal para um daqueles enredos rasgados da faixa das sete.

Cinco vilãs em sequência

Na década passada, viveu praticamente apenas vilãs no horário nobre. Esteve no elenco de “Avenida Brasil” (2012), “Babilônia” (2015), “Segundo Sol” (2018) e “Amor de Mãe” (2019), quase que de maneira sequencial.

O mais recente trabalho, reprisando a dobradinha com João Emanuel Carneiro foi Mércia, também vilã de uma novela que não foi conhecida propriamente por ser bem desenvolvida, ou mesmo aceita pelo público em casa.

Bom referencial para a retomada

Para se distanciar de Cibele e Mércia, será preciso um tipo que pareça mais casa. Um referencial interessante vem da faixa das sete, onde viveu a doce protagonista Heloísa em “A Lua Me Disse” (2005), em trabalho desenvolvido com Miguel Falabella.

O tipo mostra a versatilidade de Esteves, sem a rigidez de uma vilã. Ou mesmo como a divertida Célia Regina Rocha Dassoin.

A atriz é uma das mais reconhecidas e requisitadas. Talento nato, agora, ela precisa de uma personagem diferente, que deixe seu lado solar transparecer. Talvez, um híbrido entre Heloísa, Celinha e Júlia, a protagonista de “Morde E Assopra” (2011), seja um bom caminho.

Aliás, faz quinze anos que Esteves está fora da faixa das sete. O período é ainda maior se considerar o outro espaço de dramaturgia do canal, porque foi Amélia Mourão, a vilã central de “Coração de Estudante” (2002).

Quem vai chamar Adriana?

Essa é uma pergunta de ouro. Ainda mais se for para outra faixa, algo que não acontece, como mostramos, a mais de uma década. Esteves é um tipo raro de atriz, que se encaixa em qualquer perfil e suas composições de personagem são completamente diferentes.

Por exemplo, quem assistia “Toma Lá Dá Cá” (2007 – 2009), não vê nada da dona de casa Celinha em seu trabalho posterior, a paleontóloga Júlia Freire Aquino de Medeiros. Ou qualquer resquício dessa protagonista em Carmen Lúcia Moreira de Souza Araújo.


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