Quem se sai melhor na primeira quinzena?

Como resolver o problema do SBT?

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A estreia da Copa do Mundo FIFA evidencia um problema na coleta de dados do IBOPE, instituto responsável pelas pesquisas de audiência em tempo real no país. A entidade deu uma solução, que seria um delay de aproximadamente quarenta segundos em relação ao sinal da N Sports, parceira da rede dos Abravanel. 

Entretanto, essa ideia causou fúria na direção do canal aberto, flagrantemente prejudicado por ter o mesmo sinal do projeto esportivo, hoje liderado pelo jornalista Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, que atua como um dos sócios da marca.

Mesmo sinal derrubou números do canal

A emissora foi prejudicada por ter o mesmo sinal do canal esportivo, durante praticamente toda a duração do chamado SIMULCAST o canal ficou abaixo dos três pontos, seu teto com a grade considerada normal nos dias de semana.

O sistema de reconhecimento para computação desses números é feito por áudio. Isso estagnou a emissora e esses problemas foram resolvidos nos dados consolidados, apontam os números do IBOPE. O primeiro jogo do maior torneio do mundo teve 5,7 pontos de média, com a maior audiência da emissora no ano em sua faixa vespertina durante a semana.

Como resolver esse problema?

A emissora poderia fazer algo diferente, para que não se configure SIMULCAST nos jogos em que vai transmitir do maior evento do esporte bretão. Evidentemente, o defeito na coleta de dados não é responsabilidade do canal, tampouco de sua parceira nessa empreitada.

Atrasar o sinal seria um problema ainda maior, mas algo diferente poderia ser feito. A N Sports tem uma gama maior de profissionais e poderia fazer uma narração própria dos 32 jogos que tem direito. Esse expediente é comum acontecer na relação Globo-SporTV, que nunca compartilham a mesma equipe em qualquer situação.

Na televisão aberta, pode-se manter a voz de Leifert ou Bueno, porque eles são os rostos do SBT nessa cobertura. Então, para evitar qualquer tipo de novo problema nessa linha, poderia se usar quaisquer profissionais do elenco fixo do projeto esportivo, nesse sinal do sistema Pay TV, evidenciando que a parceria segue ativa, no compartilhamento de conteúdo e integração nos programas de debate.

Modelo de coleta é arcaico

A solução oferecida por esse texto não elimina os erros crassos cometidos pelo instituto. O pior deles, evidentemente, é a falta de representatividade efetiva nos números. Sim, é uma amostragem, mas ela poderia ser ainda mais abrangente.

O mercado leva em conta, com maior peso, os números da Grande São Paulo. Mas, o hábito de outras praças deveria ser alvo de estudo. Como as pessoas, por exemplo, em Belo Horizonte, Florianópolis e Manaus se comportam no dia a dia?

Além disso, seria necessário incrementar as pesquisas no Painel Nacional de Televisão (PNT), para que se vá além das quinze praças hoje contempladas por esse tipo de levantamento. Isso é uma utopia, desse mero scriba apaixonado por mídia.

O conceito de trazer outras empresas para a aferição, sob o pretexto de que a Globo não seria líder em qualquer outro levantamento já se provou como uma enorme falácia. Nas tentativas de outras empresas, o projeto dos Marinho aparece, mesmo, como primeiro colocado.

A grande problemática dessa história está mesmo no volume de amostragem, que além disso está restrito à quinze cidades do país. O Brasil é maior que isso. E a captação dessa audiência, depender exclusivamente do áudio é um tanto complexo, não?


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