A primeira reprise da novela “Além do Tempo” consegue manter a liderança isolada, mas apresenta uma queda importante em relação a sua antecessora, pelo menos é o que mostra a audiência consolidada.
Em quatro semanas no ar, o enredo de Elizabeth Jhin consegue 10,26 pontos de média, com 24 capítulos exibidos e apenas um cancelamento no dia 23 de maio, um sábado. A emissora, inclusive, pensa em fazer uma edição para agilizar a história.
Dois pesos duas medidas
Para se ter uma ideia, a performance de sua exibição vespertina é 13,25% menor em relação a antecessora, que não sofreu qualquer tipo de corte na sua mais recente reprise, que foi a quarta exibição de “Terra Nostra” (1999), escrita por Benedito Ruy Barbosa.
O canal segue na dianteira contra o “Balanço Geral”, inclusive a faixa de novelas foi criada justamente para servir como antídoto ao veneno de Fabíola Magalhães do Amaral Reipert. A atração popular começa a recuperar terreno, mas ainda distante da performance dessa faixa de novelas.
Escolha pode ter sido precipitada
A escolha de uma novela recente pode ter deposto contra o espaço de dramaturgia, que se notabilizou pela exibição dos chamados “mofos”, novelas mais antigas que independente da faixa performam bem e vão ao encontro da proposta desse espaço.
A outra história mais recente, “Cheias de Charme” (2012) exibida no ano retrasado também teve problemas de audiência. O folhetim de comédia não chegou a sofrer com o telejornal popular, mas perdeu rendimento em relação a antecessora.
Na prática, o roteiro é bem similar. Duas produções “modernas” não conseguem segurar a plateia do horário de novelas criado para reter o público do “Jornal Hoje” e evitar que as pessoas se interessem pelas fofocas da vida alheia.
O canal precisa pensar bem em quem vai ocupar esse espaço ao fim dessa reprise. Por mais clássica que seja a história, cheia de chavões e ganchos previsíveis, é natural esse tipo de queda quando se salta dezesseis anos no tempo.
>> Material construído com base nos dados consolidados.


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