O apresentador e animador de auditório Raul Gil pode se preparar para colocar mais uma emissora no currículo. A partir de março, ele passa a fazer parte do elenco da Manchete, terceira maior emissora do país, após cinco anos no time da Rede Record.
A rede paulista vai fazer investimentos em futebol e queria mover o veterano para a faixa do meio-dia, algo rechaçado pelo comunicador desde os primeiros momentos onde isso foi cogitado pela direção na Barra Funda.
Agora, resta saber o que o pessoal da empresa vai fazer, visto que Gil é uma das maiores audiências da casa e o torneio estadual adquirido tem apenas seis meses de duração e não cobre a chamada grade anual.
Após um mês de negociações final feliz
As negociações entre o animador e a emissora fluminense se arrastam desde o começo do ano, quando foi desenhado um projeto para a popularização da grade. A direção da companhia Bloch espera que Gil chegue aos doze pontos, rivalize com a “Sessão de Sábado” e supere suas antigas casas.
Em sua primeira passagem pela emissora, o comunicador vai apostar naquilo que faz desde que se tornou animador de auditório: Show de calouros, quadro “Pra Quem Você Tira o Chapéu” e um jogo de charadas popular, sempre responsável por seus picos de audiência.
A projeção é que o formato tenha entre cinco e seis horas de duração. Shakira, José Augusto, Cid Guerreiro e Art Popular estão entre os convidados recorrentes do formato, que troca de canal após meia década.
O formato vai brigar com as antigas casas do apresentador. A expectativa é de dobrar os números atingidos por esse mesmo comunicador na Rede Record.
A briga vai ser boa pela atenção do público
Com mais de vinte anos no ar, já passou por Tupi, SBT e Rede Record. Agora ele vai para a emissora que precisa de uma nova identidade e não consegue mais emplacar, de fato, uma novela de sucesso. Até a estreia, programada para o mês que vem, o canal vai exibir outros conteúdos no seu horário.
Por enquanto, “Samba Brasil” e outros enlatados ficam com a janela destinada ao comunicador. Serão cinco | seis horas de produção, uma maratona e tanto.
A rede quer mesmo atingir em cheio o público, com grande investimento da empresa. Quem será capaz de prever o futuro do canal, que aposta tudo no vespertino?
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>> Com informações do jornal Folha de São Paulo, em 11 de fevereiro de 1996


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